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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Paris e um sonho

A 25 de Janeiro lembrava Angola.
Lembrava Luanda e a vida que lá tínhamos. A ultima vez que por aqui estive. A vontade de escrever era pouca e os motivos não me pareciam sequer válidos. Incertezas, duvidas, recomeços!

Quatro meses depois, dezenas de lembranças depois, um sonho concretizado. Um sonho pedido mil vezes e prometido outras tantas! Fomos à Disney :)
A Disney superou todas as expectativas que tinha. Eu, uma pouca admiradora de bonecos e diversões, fiquei maravilhada!
Ficamos no Hotel Santa Fé, o do tema Cars, a pedido do Gui. O hotel não é maravilhoso (uma espécie de Ibis) mas principalmente exteriormente, é muito bem conseguido! Parece realmente o deserto norte americano e os suas "routes". Fez as delicias do mais novo!
Quanto aos parques, tudo foi maravilhoso! Bom tempo, muito calor, um sol incrivel e um Mickey à nossa espera para o pequeno almoço fizeram as delicias da familia durante três belos dias.
Adoramos!





terça-feira, 5 de setembro de 2017

Setembro e os seus inicios

Acabaram as ferias, estamos em Setembro. Este é o lema. toda a gente fala nos inícios, nos regressos, nos começos ou recomeços. Eu ando nostálgica. Custa-me deixar o verão, a praia, as férias. Sempre me custou. Mesmo com todas as alegrias que Setembro sempre me trouxe. Por aqui tentamos recomeçar a vida em Portugal "à séria". Colégios, trabalhos ou desafios profissionais são bem vindos. Para trás, memórias de um ano conturbado que se espera que acalme. Por agora memorias de um verão perfeito.

Formentera

terça-feira, 16 de maio de 2017

Locais onde a Pitú queria ir#1

Fruto da profissão ou talvez só mesmo por gosto e curiosidade, ando sempre a procurar hotéis diferentes e bonitos. Alguns, por serem em locais que conheço e gostava de voltar. Outros, por mero exercício de arquitectura ou de interiores. Outros ainda, por serem de nomes conhecidos na área ou cadeias hoteleiras que só por si valem a pena. Foi o caso deste... Il Sereno, no Lago di Como, apareceu-me no Pinterest há umas semanas. Da designer absolutamente fabulosa Patricia Urquiola, todos os seus recantos são um verdadeiro hino à arquitectura e ao design de interiores.
Localizado nas margens do Lago di Como, local que há anos queremos visitar, o projecto é absolutamente fantástico. Com uma piscina infinita e as vistas do Lago e das pequenas vilas que o rodeiam, deitada nas espreguiçadeiras de design Urquiola no tom verde do momento, que posso eu pedir mais?

Podia-vos falar do requinte do desenho dos quartos, das madeiras e tecidos utilizados. Das peças de design Urquiola que pontuam o hotel, particularmente as de mobiliário exterior - as minhas favoritas!
Podia referir também os sanitários em pedra natural ou mesmo a garrafeira..
Tudo no edifício está extremamente bem conseguido. Elegante e chic sem snobismos, sem ser pretensioso.
Dos melhores hotéis que já vi (ainda que só on line!!!)... 


Um local a visitar!







segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Kenya e os safaris

Julgo, apesar de não ter grandes fontes que o comprovem, que o turismo do Kenya, o que suporta ou pelo menos já suportou cerca de 60% do PBI deste simpático pais africano, nasceu graças aos safaris. 
Os seus gigantescos parques naturais e os seus animais são o ex-libris deste belo país.
Apesar de nós termos seguido directamente (ou quase) para Mombassa, a segunda cidade do pais, na costa do Indico, a grande percentagem dos visitantes que aterra em Nairobi vindo de grande parte do mundo (maioritariamente EUA e centro e norte da Europa) segue para os parques no interior, nomeadamente para o Maasai Mara Natural Reserve, Amboseli National Park e para o Lake Nakaru National Park. Estes são os melhores safaris do Kenya, mas nós infelizmente, e também porque os dias não esticam (infelizmente), reservamo-nos apenas ao East Tsavo, (o maior parque do Kenya e um dos maiores do mundo com cerca de 22.000km2- quase um 1/4 de Portugal, e um dos mais antigos) localizado mais perto da costa e dos nossos hotéis de praia.

Férias de safari não são férias baratas e por isso, não estão ao alcance da maioria dos portugueses. Julgo também que a tradição "tuga", prefere uma boa praia nas Caraíbas ou na Ásia que um jipe com pó atrás da "possibilidade" de encontrar uns leões. Nós já fizemos alguns (Namíbia, Tanzânia, Kruger) e dada a alegria que Guilherme demonstrou em Fevereiro no Kruger, achamos que estando no berço deste tipo de turismo, era um sacrilégio não ver mais umas espécies. Ou, ver as mesmas novamente!
Os safaris no Kenya e na Tanzânia são os mais antigos e os mais clássicos/tradicionais por assim dizer. Quem não se lembra do "África Minha" (1985 de Sydney Pollack)? Nos últimos anos África do Sul tem ganho muitos pontos neste tipo de férias, graças ao grande investimento nos seus hotéis e lodges, mas neste momento o top dos safaris é o Botswana e esse sim, está sem duvida na nossa lista de prioridades. No Botswana existe o Delta do Okavango e o Chobe e ambos (segundo relatos próximos) são fenomenais! No entanto e para quem está a pensar nisso, salvaguardo que a idade mínima é de 16 anos, pois há imensas zonas de pântano/delta e os tours são feitos de canoas. Além deste, sobra-nos os gorilas do Ruanda! Mais um item da nossa Africa List!

Desta vez, fomos ao East Tsavo! Depois da Wild Kenya Safari, e após variosssss contactos via email, nos ter deixado ficar na mão (pois não possuía livre o carro escolhido) encontramos um guia local que nos pareceu de confiança e bastante mais barato que as grandes agências. Por norma, detesto confiar em situações aparentemente não "legalizadas" (Africa não permite estes "arriscanços" e improvisos) mas desta vez e mediante a  gigantesca oferta deste tipo de guias em Mombassa, decidimos arriscar. E arriscamos bem!
À parte do jipe ter 400mil km tudo correu lindamente. Tinha lido anteriormente que a luz no Tsavo era especial e comprovei. Já estive no "mais lindo por do sol do mundo" em Santorini, mas aqui em África, principalmente na savana, e quase em cima do Equador, posso-vos garantir que o pôr do sol bate tudo! O vermelho toma mesmo outra dimensão, outra grandiosidade.
Conseguimos ver novamente leões, girafas, búfalos, gigantescas famílias de elefantes (às dezenas!) , zebras, de tudo um pouco. Foi um bom safari! Falhamos o leopardo e os rinocerontes, que por se encontrarem em perigo de extinção, face à cada vez maior estupidez gigantesca dos homens (noutro post falarei disto!) encontram-se protegidos numa outra área do parque (a área oeste).
O Guilherme já esta o verdadeiro ranger, e quando vê um animal, não fala, ou fala baixinho, o que prova que crianças de três anos, podem (e devem) fazer safaris! Claro que na fantástica ideia dele, vimos o Simba, a mãe e o pai, mas isso é mesmo a beleza dos três anos. 

Ficamos no Voi Safari Lodge, mesmo no interior do parque, numa zona alta, com vistas deslumbrantes.  As vistas são mesmo tão fabulosas que quase nos fazem esquecer da falta de manutenção (também aqui) do hotel. Um hotel de 1967, que noutros tempos deve ter sido de autentico luxo e uma belíssima peça de arquitectura. Escavado e pousado na rocha, possuiu recantos de rara beleza, onde os materiais locais e o tecidos africanos brilham em todo o seu esplendor. Também aqui, aliás, sobretudo aqui, onde tivemos uma conversa com o Chef, tive pena do que se passa com o turismo no Kenya, fruto da sua instabilidade política e do terrorismo latente na região.
Mas a grande maravilha deste lodge é um túnel escavado na rocha, que liga a um "water hole". Water hole são zonas de agua, muitas vezes asseguradas pelo próprio parque (como neste caso) onde os animais matam a sua sede. São normalmente locais onde se podem ver durante o dia, mas principalmente ao nascer e ao por do sol, muitos animais. Em altura de chuvas, até é possível vislumbrar belos episódios de banhos, o que não foi, infelizmente, o caso desta vez. 
Percorrendo o dito túnel, chegamos a uma sala, com grades, onde ficamos a escassos três metros de uma grande família de elefantes! Foi sem duvida, o ponto alto do hotel e do dia!



p.s : por curiosidade, Simba é leão em swahili!

a entrada do parque


 
uma leoa escondida do sol



ovolume dos quartos do hotel virado à fabulosa paisagem

.

  o hotel e as rochas

 
o acesso ao "water hole"
o delirio!





sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Mombassa #2

Os primeiros dias ficamos na Costa Sul de Mombassa, na Diani Beach. Privilegiamos a belíssima praia na escolha do hotel. Não era um hotel fabuloso, mas era muito agradável. A praia era muito boa, a piscina era grande com um escorrega que fez as delicias do Guilherme e a vegetação era imensa. Os jardins ocupavam grande parte da área do hotel e eram incríveis.
E estar no Kenya, equivale a ter macacos como companhia na cadeiras da piscina, o que fazia as delicias do Gui. Aproveitando a gigantesca diferença das marés e ao seu efeito nestes areais, organizávamos o nosso dia entre a praia de manha, onde tínhamos sol, areia e maré baixa (e alguns vendedores) e a piscina depois de almoço, protegida do vento que fazia as delicias dos kitesurfers, entre palmeiras gigantescas. 
À semelhança do que acontece em Zanzibar, que é coisa uma copia destas praias, estes hotéis têm praias onde o acesso de locais é permitido, ainda que controlado pela segurança. Assim, e nestes casos, há uma (natural) tentativa dos locais de fazer negocio. Existiam dois Masaai habituais a tentar vender artesanato, e um a passear dois camelos. Apesar de noutras alturas (e ainda hoje) não achar grande piada a este tipo de entretimento que de natural não tem nada, o passeio de camelo na praia foi  a alegria do Guilherme. Como ele diz, o Areias estava no Kenia! Que sorte a nossa!
 
Conseguimos assim aproveitar todo o hotel, inclusive o spa, uma "casita" de portas abertas para o mar, onde uma queniana me pôs as costas no sitio! Uma hora a ouvir o bater das ondas, e a ser amassada! Haja lá coisinha melhor nesta vida?!
 














terça-feira, 21 de junho de 2016

Férias 2016

Este ano, para não variar muito (para ser sincera, desde que o Guilherme nasceu!) ainda não sei para onde vamos de ferias.
Vamos de férias no próximo mês e nada de certezas a esta hora. Mas também ando com azar. Acho mesmo que tudo isto não passa duma conspiração dos deuses conta a minha pessoa e em particular, contra as minhas férias.
Tendo em conta a actual conjuntura nacional (angolana) e a imensa dificuldade (vulgo total incapacidade) de transferência de salários para Portugal, decidimos ir de férias a partir de cá. Com esta "milagrosa" ideia, pagaríamos o voo em kwnzas e assim "só" utilizaríamos os preciosos euros que temos em Portugal para pagar o hotel. Até aqui, tudo maravilhoso. Eis que surgem as dificuldades.. Dificuldades essas que em África, são muito mais que o dia a dia, infelizmente!
Primeira opção (desde há meses) - Madagascar! Simulação de bilhetes feita e começo eu a procurar itinerários e programas. Nesta pesquisa, deparo-me com um simpatico (ou não) aviso da UK Embassy a desaconselhar visitas ao local!
Segunda opção - Mauricias. Visito o accuweather e desisto ao ver as temperaturas máximas de 20ºC;
Terceira opção - Já um pouco à desamão - Maldivas. O accuweather prevê a pior semana do trimestre entre 18 e 24 de Julho. O mesmo se passando, em copia perfeita, nas Seycheles.
Quarta opção (completa louca e e fase de desespero)- Bali (com voos de 34 horas). Opção em que concordamos os dois e que desistimos os dois em uníssono ao saber do preço dos bilhetes. Qualquer coisa como 650.000,00 Akz. Para o comum dos mortais, e ao cambio do banco comercial, o equivalente a 3.000€ para voos por pessoa. Qualquer coisa que 1.150€ resolveriam, se partisse de Lisboa com a mesma companhia, Emirates.
Quinta opção: Moçambique. Não porque me desagrade, mas porque já estivemos em Maputo e não gosto muito de repetir. Pensei em Maputo apenas para recordar e depois, uma ilha para descansar. Talvez Banzaruto ou até Quirimbas. Apesar de saber dos noticiados conflitos actuais, fui ver. Desisti ao fim da segunda noticia. 
Vivendo em África há uns anos, tenho a consciência que as noticias que passam na televisão, principalmente na Sic, têm um "quê" grande de exagero, e por isso, muitas vezes nos próprios locais a coisa não é tão grave como parece. Mas neste caso,mesmo que seja apenas um terço, é demasiado agressivo para arriscar.

Resumindo, ontem tínhamos na mão, ou na cabeça, já muito desiludida, três alternativas: São Tomé e Príncipe e Victoria Falls ou Sossuvlei na Namibia. Tendo o meu gajo torcido  nariz a férias sem praia, virei-me para São Tomé. Pesquisei, vi, analisei e o que li agradou-me. Parece-me um sitio engraçado e com algum interesse.
África é um continente sem igual. É um continente com uma capacidade absolutamente brutal em termos turísticos.Tem praias no Indico paradisíacas, tem florestas, tem safari, tem histórias de reis para contar, tem gorilas, tem tudo. Mas, neste momento...é difícil poder ir a algum lado!! Os conflitos têm-se espalhado bastante nos últimos tempos e os países em paz, e turisticamente apelativos, são considerados turismo de luxo, o que inviabiliza a grande maioria das carteiras.

p.s: Quanto à conversa com o São Pedro sobre o tempo nessa semana,será outro campeonato.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Comboio Histórico do Douro #1 - a ideia

Estava eu, sentadinha no meu sofá, no domingo à noite, a pensar na vida. Aliás, a pensar na merd**** de vida nos últimos tempos e eis que me deparo com uma belíssima peça jornalística sobre o Comboio Histórico do Douro.



Cabecinha pensadora que sou e com (muita) vontade de marcar passeios, e e tudo o que seja motivo de festa no meu Portugal, mandei logo mensagem ao meu grupo de amigas, para organizar uma ida ao mesmo, dia 9 de Julho.
Primeira fase ultrapassada do quem vai, quem deixa de ir, quem pode e quem vai tentar, toca a tentar comprar bilhetes. E eis que começa o drama! Não há bilheteira on line, não respondem a emails e ao telefone afirmam que só na bilheteira física se resolve o problema.

É esta a imagem de turismo de qualidade que queremos passar? Não é aqui que brilhávamos e facilitávamos a vida a todos, permitindo compras a partir de qualquer pais, e já com uma mega sugestão de onde passar a noite na noite na Régua, onde jantar, onde almoçar, etc e tal???!!

Mas esta gente precisa de aulas e marketing duma arquiteta?

segunda-feira, 30 de maio de 2016

A sério??!!! Conselhos idiotas!

Como assinante e colecionadora que sou da revista "Volta Ao Mundo", há anos e anos, pergunto-me se não há conselhos melhores que estes para as chamadas "Viagens Seguras". 

Uma revista, que no mesmo número, aborda uma ida a à Colômbia, a uma aldeia conhecida pelos seus habitantes traficantes de droga, e que mesmo assim, é altamente recomendável do ponto de vista do editor, acha mesmo que devemos escolher o lugar junto à janela por eventuais sequestros de aviões??

Acham mesmo que devemos começar a considerar este tipo de perigos quando escolhemos os destinos? A sério???? A ser assim, parece-me que a melhor opção passa por viajar apenas em revista, ou no tal novo programa de televisão que eles vão iniciar.
Acho que de vez em quando mais vale uma boa publicidade numa pagina de revista do que um conselho idiota!
 
Em contrapartida, na mesma revista, um excelente conselho de leitura - Joland!

A Maria João abandonou tudo para ir correr o mundo a viajar! Tenho lindo as cronica e os seus conselhos, parecem-me bem mais úteis!


quarta-feira, 25 de maio de 2016

DIA DE AFRICA


Dia de África!

E esta cena é África. É África na sua plenitude, na sua grandeza, na sua imensidão.

Quando vim, há oito anos e meio atrás, eram estas as imagens que tinha na mente. Esta esperança, este tamanho, esta beleza. 
E por muita desilusão, e por muitos problemas que a vida me tenha trazido entretanto, Africa para mim continua bela e com encanto. África trouxe-me uma nova vida, uma vida a dois, uma vida a três. 

Um dia, quando for embora, estas são as imagens que vou levar comigo na mente. E esta banda sonora!
p.s: Neste voo, parte foi filmado na Cratera de Ngongoro,  na Tanzânia! África no seu melhor. 

terça-feira, 24 de maio de 2016

sábado, 21 de maio de 2016

Viagens e viagens com crianças

Já muitas vezes aqui falei sobre o tema. Adoro viajar mas mais que isso, viajar sempre foi algo que encarei como um enriquecimento pessoal.
Claro que é bom (aliás. é "para cima de espetacular!") estar deitado numa ilha de areia branca e mar azul do outro lado do mundo, mas o Viajar com V grande não é bem isso. É isso, mas agregado à lingua que se ouve, à comida estranha que se come, aos cheiros, à arquitetura que se ve. Viajar é todo o conjunto além do bronze. E por isso, sempre fui (e ainda continuo a ser) completamente contra ferias de resorts puras e duras. Embarcar em Portugal num voo charter, aterrar numa qualquer ilha, estacionar no hotel e passados dez dias vir embora.Vir embora sem uma ida à Capital, sem uma excursão, sem um querer ver ou saber mais alguma coisa. Por isso,e por todas as razões anteriormente explicadas por aqui, tentamos sempre conjugar o máximo de coisas numa viagem. 
Perfeito, perfeito? uns dias numa cidade seguidas de um mar turquesa, numa língua estranha. 

Mas hoje, enquanto lia um grupo do FB a que pertenço, onde centenas de mães se ajudam (ou não!) em variados temas, pensei outra vez sobre este tema - viajar com crianças! Mães que têm medo de viajar com crianças,mães que acham que os voos vão ser medonhos, mães que acham que as crianças não usufruem, etc etc.. muitas são as questões levantada sobre o assunto.

No outro dia, falava com a minha comadre (uma delas) que como eu, tem o gosto pelas viagens e ela contava-me que o meu afilhado lhe disse que não se lembrava de Barcelona, a sua primeira grande viagem! Lembro-me bem do (também meu) Pedro falar do carro do hotel em Barcelona, absolutamente maravilhado. E hoje, passados cerca de dois anos, as suas memórias recordam apenas o que nas fotos conseguem ver.
Julgo que isso é muito normal e nem sequer me admirei. A memória das crianças tem  (julgo eu) um espaço temporal ainda curto, relativamente à sua vida. E mesmo uma criança, com uma memória excepcional como o Pedro, chega a uma altura e desliga dessa viagem, concentrando-se apenas na mais recente. 

Mas o que acho acerca disto? Não deveremos nós levar as crianças? Claro que sim! Claro que elas devem ir! E claro que elas, apesar de não se lembrarem, usufruem e ganham muito. Aliás, não tenho qualquer duvida que o Pedro usufruiu de Londres, porque antes já tinha estado em Barcelona. E assim consecutivamente. Quanto mais viajar, mais lucrará, mais ganhará em cada viagem, mais gostará de conhecer cada dia mais e mais.

O Guilherme, por questões que nada têm a ver com férias, cedo se adaptou a aeroportos, aviões, cá e lá, camas diferentes e até meteorologias distintas. E talvez por isso, a qualquer lado que vamos, a adaptação é fácil. Memórias? Provavelmente, (muito!!) não as irá guardar. Mas um dia, quem sabe, vai ter o gosto que nós temos e vai correr mundo!


"uma especie de rapaz de aeroporto"


tentado perceber a explicação do representante duma Tribo da Swazilandia 


p.s: Quanto mais escrevo sobre o tema, mais acho que um dia vou fazer uma mega viagem, e vou levar o Guilherme! 

p.s 2: atenção que com isto, não defendo ferias sem crianças! Nada disso! Nunca as tive mas apenas e só por questões logísticas da minha vida de emigrante. Mas as ferias sem crianças , para mim, acontecerão por algum motivo especial e não por achar que a pequena criatura não aproveita! 
Um safari no Botswana (para maiores de 16 anos) é um (muito) excelente motivo para um exemplo destes :)

quinta-feira, 19 de maio de 2016

. continuando nos limões. e em Italia!


 Os limões continuam a perseguir-me. E a surpreender-me pelas suas variadas utilidades. São os limões e Italia!





Bancada de lavatório no Hotel Masseria Cimino, Puglia.
Um hotel na classe do de Agroturismo de 15 quartos, onde os vegetais, 
as plantas, a fruta, dão o mote.  
Mais imagens maravilhosas aqui!





sexta-feira, 29 de abril de 2016

Casa das Penhas Douradas #4anos depois


São imagens destas que me fazem ter orgulho no que é nacional.

 CASA DAS PENHAS DOURADAS 



 4 anos depois voltamos a três. 

Estivemos aqui em Janeiro de 2012, cheios de esperança, de ideias, com dúvidas em relação ao nosso futuro. Tínhamos acabado de regressar (definitivamente) de Luanda e um futuro em Portugal (ou não) pela frente. As dúvidas eram muitas, as incertezas ainda mais, mas eram tempos de "quase ferias" e queríamos descansar. Na altura gostamos muito. E por isso, passados quatro anos, e com o objectivo de mostrar ao Guilherme o que era neve, decidimos voltar.

E mais uma vez, o serviço foi irrepreensível!
O atendimento continua excelente, o hotel com peças incríveis e até têm uma babá para brincar com as crianças, enquanto os pais jantam. 
O jantar foi provavelmente o melhor dos últimos meses - Robalo orado com rosti de batata e ervas em sopa de marisco. O nome, ligeiramente mais rebuscado que esta minha descrição, mesmo assim era pouco, para os sabores divinais que nos apresentaram.
De sobremesa, farofias (de baunilha infelizmente) numa sopa de ovos moles com gelado de limão! Comentário? Morri e aterrei num Paraíso com defeito...porque existe baunilha! :)

No dia seguinte, o pequeno almoço voltou a deslumbrar. Mini garrafas de sumos naturais em cada mesa (morango!!!!!, pêra e laranja), acompanhavam umas torradas num pão da serra ou uns bolos caseiros maravilhosos. Vários tipos de leite disponíveis, uma granola excelente e fruta local, fizeram-me mais uma vez pensar no assunto da hotelaria e do "bom serviço".

Um dos factos que não posso deixar de destacar, é a absolutamente maravilhosa coleção de livros e filmes, existentes nas três salas de descanso do Hotel. 

" Em 1880 Sousa Martins e a comunidade médica consideraram as Penhas Douradas o lugar mais saudável de Portugal e provaram-no cientificamente". Não há duvidas que o Hotel persegue este principio e renova energias!

4 anos depois, a CASA DAS PENHAS DOURADAS continua de parabéns!


p.s : post completamente não patrocinado!! Infelizmente :)