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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Qualidade não é quantidade


Tenho vindo a escrever sobre o Porto. Sobre a minha cidade, sobre o seu crescimento e evolução. Sobre o facto de estar apinhada de gente diariamente e dessa mesma gente no adorar.
E é exactamente neste contexto, que escrevo este post.
O Porto tem crescido em número de sítios, em número de visitantes, em número de voos. Basicamente tem crescido muito em números. E em qualidade também, não há duvida. Mas precisa crescer na mesma proporção em formação, em educação, em cuidado no atendimento, pois a meu ver, e sendo estes olhos, olhos de quem está fora e com saudades, ainda há muito a fazer neste campo. Basicamente resume-se a crescer em profissionalismo. E quando falo em profissionalismo falo em duas vertentes: turismo e população local. Porque que nós somos simpáticos, sabemos receber, cozinhamos bem, etc etc e etc, já nós sabemos e já muita gente sabe. Agora, dai até ao profissionalismo de "receber", de estar, de ser como essas grandes cidades que visitamos por esse mundo fora (nem todo o mundo é certo), ainda nos falta.
Não podemos nesta fase deste intenso campeonato que é o turismo, dar-nos ao luxo de abrir tascos, tasquinhas e lojinhas em cada canto e esquina, com qualquer justificação, como um qualquer “melhor a tudo”, sem uma avaliação intensa do que se abre, de quem está à frente dos serviços, do que se oferece. Sim, se queremos manter este número de turistas, se queremos manter este lucro imenso anual, temos de ser bons. Muito bons! Um turista vem uma vez e aprecia a vista, a francesinha, a Lello. Mas só volta se valer mesmo a pena! Só se repetem sítios perfeitos.
Repete-se Roma, Londres, Paris, Nova Iorque e Singapura. Vai-se uma vez na vida a Marselha, Cannes, Dublin, Split. (propositadamente não refiro nenhuma 2ªcidade italiana, porque a Itália ia, se fosse possível, semanalmente!)
E na busca desta perfeição, não pode haver taxistas a jogar bublle em frente a São Bento, que não se dignam sequer a olhar o turista, que simpaticamente pede umas poucas palavras em inglês.
Não pode haver “gajos rascos, mesmo rasca” a vender, não, a obrigar a comprar, um supermercado de droga a quem sai de São Bento, sem um único polícia num raio de dezenas, talvez centenas de metros.
Não pode haver 90% dos tascos fechados à 2ªfeira, até porque, sendo os voos mais baratos neste dia, há muito viajante que escolhe este regresso. Não pode haver trocos dados com as moedas do bolso das calças, nem o ter de pedir factura.
E não pode, não pode mesmo haver um desleixo com quem é de cá. Não posso de maneira alguma sentir que agora, que há ingleses ou franceses a visitar a minha terra, e assim eu não interesso tanto. Se calhar é ressentimento, mas no decurso da organização da festa do Guilherme, foi impressionante a quantidade de emails enviados e da falta de respostas dos mesmos. Tentei variadíssimos sítios, alguns da moda, outros nem por isso, e poucas, muito poucas foram as respostas profissionais que recebi. Onde está o profissionalismo aqui? E nisto, não tenho duvida, temos de crescer!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O meu Porto #6

Não me canso de falar das novidades da cidade. Parece fanatismo ou bairrismo. Parece mesmo, eu sei. Mas não é!
A cidade está mesmo a mostrar o que vale. Não digo exatamente que esteja muito melhor, porque sempre foi linda, mas consegue agora convencer os mais descrentes das suas qualidades.
No post anterior, referi a belíssima esplanada dos Clérigos, em frente à Torre. A simpatia é enorme, a comida é boa e  vista...Enfim, a comida até podia ser má, tamanha é a qualidade do envolvente.
O conceito da "marmita" e almoçar no parque, saudavelmente (tanto em termos de calorias como economicamente falando) começa a implantar-se (e bem) na Baixa e são imensas as pessoas que habituam aquelas mantas e aproveitam o sol ainda de verão.
Na 4ªfeira, andamos no corre corre de compras e tarefas e finalizamos o dia, no Gull. O sushi continua irrepreensível, mas reparei, que estava praticamente vazio.
O Porto sempre foi de modas. Ou melhor, as gentes do Porto!
Ou vem que saímos todos na Zona Industrial de Matosinhos, já tendo ultrapassado os tempos da Ribeira, relembrando épocas do Cais 447, e outros que a minha memória já não permite, ou bem que passamos para a Zona Industrial do Porto. Anos depois surge a Baixa e agora, nada que se situe fora daqueles lados, é lembrado. Sempre foi assim, e julgo que sempre será. Espero também, do fundo do meu ser, que não se perca o amor pelo centro. 

Na 5ªfeira, lá estávamos nós novamente pela Baixa a almoçar. E aqui digo...A melhor surpresa da semana. O Brick! Divinal! Nota 5* posso dizer. Almoçamos uma tosta de salmão (carregada de morangos perfumados), uma salada de camarão e manga, uma sopa, cujos ingredientes não identifiquei mas amei (e eu não sou amante de sopa!) e o chef ainda se ofereceu para fazer uma massa com frango para o Guilherme (prato que nao havia sequer na lista). Este restaurante, tem o melhor de nós, tripeiros! "Honest Food" dizem eles. Honesta, simpática, fresca, perfumada e linda. Tudo recheado duma decoração brutal, muito na onda nórdica do unfinished furniture, e dumas funcionarias simpaticíssimas. Nessa noite, a 1ª Vogue Fashion Night Out do Porto. O ambiente era incrível. Musica nas ruas apinhadas, as lojas cheias, restaurantes sem mesas. 

O Porto a mostrar o que vale :)



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

29.10.2015

Na 3ª feira, o Guilherme fez 3 anos! Três anos de descobertas, de amor, de muitas alegrias e de milhares de gargalhadas e sorrisos. Cresce de dia para dia e desde que entrou no Colégio, começa a sentir-se da sua parte vontade de comunicar e falar connosco, o que tem dado peripécias de papagaio para lá de engraçadas.
No dia do seu aniversário, e como eu tinha consulta marcada no IPO, o programa estava condicionado. Tínhamos pensado almoçar algo cedo e rápido para dar tempo para conciliar tudo. Mas o Porto, como cidade nossa mãe, ou melhor, nosso Pai que é (porque o Porto é Um e não Uma, nao??!) ofereceu-nos um sol incrivel e decidimos ir petiscar para a esplanada superior dos Clérigos.
Que prenda melhor poderiamos dar ao Gui que almoçar no coração do que é seu?
De 3 na mão, lá fomos nós! E maravilhados ficamos! O espaço é lindoooooo, mas mesmo lindo. Arrisco-me a dizer que é a mais linda esplanada do centro do Porto. Com a Torre em todo o seu esplendor almoçamos umas sandes/saladas muito boas e aproveitamos o jardim para correr, brincar e tirar umas belas fotografias. A simpatia da funcionária e o sumo de melão com ananás destacam-se.
Foi um almoço simples, sentados no chão, onde dei por mim a pensar nestes três últimos anos, na nossa vida e na beleza da minha cidade. O dia estava tão lindo que me custou sair dali para ir à consulta.

Pai e filho, continuaram a passear pelo Porto até eu chegar e fomos deliciar-nos, pela primeira vez, na Santini. São escusados comentários! Haja gulodices saborosas! Ainda percorremos a nossa cidade mais um bom bocado até irmos para casa, organizar o jantar de família.

Foi um dia perfeito! Venham mais aniversários assim.



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 a prenda favorita

bolo by Um dia feliz





terça-feira, 6 de outubro de 2015

O meu Porto #5

O Porto cresce a olhos vistos e é impressionante o número de visitantes a qualquer dia da semana. As ruas estão cheias, o ambiente é fantástico.Já não é Verão, mas o sol, parece que entende que vale a pena aparecer para mostrar o que o nosso coração de granito tem de melhor. Cidade de nevoeiro outrora, é vê-la em finais de Setembro a brindar-nos com dias fabulosos de sol dourado.
Desta vez a estadia foi curta. Uma semana dividida em consultas, festas de aniversários e (muito poucas) compras. Mas sobrou tempo de passeio! E passeio de qualidade. 

O Porto está maravilhoso! Repito, MARAVILHOSO!
No sábado em que chegamos, fomos jantar ao "Cozinha dos Loios". Ver aquela área, tão familiar para mim, dos meus (bons) tempos de estudante, tão requalificada é tão bom! Não posso deixar de referir contudo, que requalificar as cidades, promovê-las, não pode passar apenas por dota-las de restaurantes giros, espaços gourmet e lojas de artesanato. As idades são feitas de sentimentos, usos diários e não podem ser meras fachadas para estrangeiro ver. Mas isso são outras questoes e outros (demasiado longos) posts. Há que preservar quem deu identidade aos espaços. E neste contexto lamento o desfecho da Papelaria Modelo! Mantêm-se os Morgados, valha-nos! Adiante..
No que diz respeito ao restaurante, gostei bastante. Acolhedor, castiço, charmoso. O risoto de cogumelos que escolhi estava bom, mas o destaque do jantar são sem dúvida os couscous com legumes. Já comi couscous de variadíssimas maneiras e em vários países, mas foi de longe, o melhor! O sabor cítrico e o molho quem nem percebi bem de que era (talvez um molho com base de iogurte e alho) dão aos couscois um sabor inigualável. A conversa bem regada com as amigas e o matar saudades, proporcionaram um noite das que fazem falta.

Na 2ªfeira, a desilusão. O Porto está a crescer em espaços, e em qualidade, mas ainda tem de crescer em formação. Há que mudar muitas mentalidades. De tantos e tantos restaurantes novos e menos novos que queríamos experimentar, estavam todos fechados (tirando o Cantina 32, que mesmo numa 2ªfeira não tinha mesa). Numa semana, em que na cidade se atropelam turistas, a grande maioria dos espaços estava fechado. Não consigo perceber esta "gestão". Ou esta "má gestão"! Optamos, por falta de outra escolha, por ir ao Kyoto (a abarrotar) que nunca desilude! 

sábado, 23 de maio de 2015

Granito


Nós somos assim.
Com saudades de casa. Com saudades desta nossa luz e deste céu azul. Com saudades deste Douro. 
E sempre com o granito como nosso suporte.
 


Foto by: Ties no dia em que o Guilherme fez dois anos


segunda-feira, 11 de maio de 2015

O nosso Porto pela Marcia


Relembrar o nosso sitio. Relembrar o nosso Porto. Estas são as melhores prendas que dou ao Guilherme, tenho a certeza. Gosto de lhe dar fotos, pois estou a dar-lhe memórias. Estou a mostrar-lhe de que granito ele é feito. Neste caso, mostrei-lhe também como se fazem sonhos ou de que cor são os beijos. Mostrei-lhe como é ser feliz ao som das suas musicas favoritas. Gosto de prendas assim.


Com o profissionalismo da lente da Marcia da Stim-Photography e à mistura com uma fabulosa conversa sobre educação de crianças. (temos de a continuar um dia!)




terça-feira, 14 de abril de 2015

O meu Porto #3

Porto novamente. A minha paixão. A cidade onde mora o meu coração. No sábado, enquanto tomava café no Guindelense (local a inserir nos roteiros do meu Porto) falava com a Marcia da Stim, sobre o meu bairrismo. Sobre o meu anterior bairrismo e a minha actual (pós-condição de emigrante) adoração tripeira. 

Falar deste tema nos Guindais é fácil. Falar deste tema a ver o Guilherme com o elevador a passar como pano de fundo é demasiado fácil mesmo. É orgulho puro. É amor. É do cimo do Douro, achar que somos os maiores e que tudo podemos. É achar que somos feitos de granito e que como duros que somos vamos vencer e vamos ser sempre felizes. Falar disto aqui e acreditar que o futuro vai ser fácil, vai ser bom, porque temos o nosso Porto de abrigo. 

Fizemos uma sessão fotográfica diferente  desta vez. Com o Porto sempre, mas um Porto urbano, actual, gráfico. Um Porto com talento que merece ser visto. Uma sessão que irá crescer trimestralmente.

Ansiosa de ver o resto das fotos....



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O meu projecto . A minha casa

Dei por mim a ver imagens de minha casa. Da minha primeira casa. Da minha verdadeira casa. Uma casa que desenhei com carinho e atenção (demasiada até) cada cm. Que desenhei moveis. Que escolhi tecidos e madeiras. Muito antes mesmo de saber que a minha vida profissional ia fazer uma curva ligeira, abarcando o mundo dos interiores. Gosto do resultado. Mudaria já muita coisa é certo, mas gosto da leveza, da frescura, do ambiente claro, simples, da luz que entra em cada compartimento. 
Gosto de casas que digam quem lá vive. E a minha transparece a nossa vida, as nossas viagens, as nossas escolhas. 
Acho importante uma casa ir sendo construida. Não ser algo estanque, fechado. Mas a base tem de ser única, ser pensado como um todo, em que cada viagem, cada momento especial do ano, cada fotos, preenche um espaço.  Gosto de misturar imagens, padrões, cores, texturas. Gosto de contrastes.
Gosto de fazer o trabalho completo, cada vez mais. De partir ou desenhar a parede, escolher o mármore e em seguida o tecido da almofada que ali irá pousar. Julgo cada vez mais que o meu pensamento está mais completo. Imagino o tijolo, a cor da parede, já pensando na jarra que ali irá ser colocada. 

Quero continuar a fazer isto. Tenho a certeza disso. E em semanas complicadas, semanas com pouco descanso, obra, lama, chuva, encomendas que não chegam ou papeis de parede que vêm trocados, esta certeza é uma segurança.












Moveis desenhados por mim e executados por um belíssimo profissional de Paços de Ferreira
Papel de parede quarto do Gui by Little Hands
Fotografias by Liliana Mendes
Almofadas tecidos Designers Guild
Tapetes By Lusotufo

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Semana de ferias #3 . o dia da festa

Estou cá há quatro dias e na minha cabeça (e alma) parece que não vou a casa há meses. O resto da semana passada, foi, (à semelhança do descrito nos posts anteriores) muito preenchida. Ver amigos, fazer compras (muito poucas) e sobretudo tratar da festa grande de sábado. Sábado, no dia em que pelas contas do Dr Boaventura Alves, ele deveria fazer dois anos, o Guilherme foi batizado. Alguém fervorosamente católico até poderia alegar um segundo nascimento neste dia 4 de Outubro, mas eu escolho pensar apenas em coincidências felizes da vida. Se a festa tivesse sido no ano passado, tinha sido a 29 de Setembro, um domingo, no dia do seu primeiro aniversario. 

Este ano, a marcação impôs-se a 4 de Outubro, dois anos depois da data marcada para a cesariana. Não há forma de não sorrir, nem de não lembrar de futuro este calendário que a vida me deu. Passei o ultimo mês a organizar esta festa. Queria uma festa perfeita. Uma festa informal, com duas fases distintas -batizado e festa de aniversario-, e com sabor a Porto. Assim como na sessão de fotografias do dia do aniversario, era importante para mim, que a festa fosse "tripeira" na alma. Vi e vi e tornei a ver todos os sítios possíveis na minha cidade. Mandei mails, liguei, pedi orçamentos e muitas vezes desesperei. Julgo que metade dos proprietários de espaços de eventos endoideceu, mas adiante. "Ele é a crise", mas ninguém cede!!! E perdeu-se muito da noção de preços, de valores e do que é, ou deveria ser uma festa de criança. Eu SÓ queria uma festa bonita. E com sabor a Porto, a  Douro. Uma festa com origem, berço, tradição e muitos balões! E assim foi a festa!!! Foi tudo o que imaginei.

Descobri em Junho, por indicação da fabulosa food blogger Teresa Rebelo, do Lume Brando, um espaço que na primeira visita (nas ferias de Julho), nos encheu as medidas. Uma Associação sem fins lucrativos, localizada no coração do meu Porto, que além de ter uma vista incrível, aparentava um excelente serviço. Digo aparentava, pois não provei nada. As fotografias da comida eram boas e a opinião da Teresa contou muito. O preço era agradável, mas acima de tudo o conceito era perfeito. A SAOM é uma associação que resumidamente ajuda as pessoas numa segunda oportunidade de vida, dando-lhes uma excelente formação ao nível da hotelaria e da cozinha. Presta ainda apoio a idosos e população sem abrigo na área do Porto antigo. Ou seja, nesta casa erguida e cima da Muralha Fernandina, além de se respirar Porto, ajuda-se as populações carenciadas do nosso casco antigo. Pareceu-nos que não podíamos esperar melhor e arriscamos, sem provar nada e a escolher tudo por fotografias. E não podíamos ter acertado mais! 

As escolhas foram perfeitas. O dia começou com a cerimônia do baptizado (sobre a qual escreverei mais tarde) na Igreja de São Baptista da Foz e seguimos para almoçar no Passeio das Virtudes, na Saom. Começava a festa!
Com a fabulosa decoração da designer gráfica e minha grande amiga Raquel Peão, e o apoio (no bolo e lembranças) da cake designer Francisca Neves o tema Safari Jungle Party foi um sucesso. Tive duvidas sobre escolher tema ou não. Não sou grande apreciadora de bonecos no geral, mas achei que uma festa de criança, precisava de ser "infantil". O Guilherme tinha de se identificar. E as gargalhadas dele ao ver os animais, nos primeiros testes de impressão, não me deixaram duvidas.

Tudo estava lindo, tudo estava saboroso e o Guilherme estava feliz! Estava tão feliz! Batia palmas, gritava, e o olhar dele e o seu sorriso quando viu o lançamento de balões foi e será para sempre inesquecível. Valeu cada minuto, cada esforço, cada desenho que se fez tentando que fosse um dia perfeito. E foi!

A festa era do Gui. Era para o Gui. Estiverem presentes quase todos os seus amigos, e tenho de reafirmar o quase. Faltaram amigos importantes, amigos#família, que a "crise" e as más condições de Portugal, o fizeram ganhar lá fora, lá longe. Mas estiverem muitos. (demasiados até quando penso nos gritos a correr por aquelas escadas!). Estiveram quase todos os que sempre fizeram parte da vida do Guilherme. E sempre vão fazer. Os sorrisos foram uma constante. Havia tatuagens de animais, riscos na roupa, bolas de sabão. As fotografias às centenas. As conversas tão boas, que o sol foi embora e os amigos teimavam em não ir embora. E o Guilherme sempre a sorrir. O balões, o vento levou-os com a promessa de entregar os desejos de quem nos rodeia.






sábado, 27 de setembro de 2014

Dia de ir a casa

Hoje é um bom dia. O Tap acaba de passar por cima de mim, como quem me diz "eu vou indo, tu vais lá ter". Sim, porque eu sou daquelas que todos os dias ouve o Tap e olha para ele como um pedaço da nossa terra que vem cá e torna a ir. Hoje é dia de ir a casa. A nossa casa, à nossa terra. Não serão grandes ferias mas são sempre bons dias e estes serão muito especiais. Estas serão a ferias que nos roubaram no ano passado. Esta será a festa que a burocracia não nos permitiu em 2013. Hoje é dia de Portugal. Vai indo Tap que nós já vamos!!!


* texto escrito ontem e não publicado pelos transtornos habituais de falta de ligação ao mundo! 

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Douro #resumo

Como já tinha falado num post anterior fomos passar uns dias ao Douro, mais propriamente ao Eurostars em . E como também já tinha referido a estadia não começou nada bem. Aliás começou logo mal pelo almoço em que nos foi servido um "salame" fatiado made by Pingo Doce em vez duma alheirinho ou de um chouriço assado como convinha naquela zona. Adiante...A estadia começou com o pé esquerdo mas com uma vista daquelas e dentro dum projecto de arquitectura como aquele não há forma de uma arquitecta ficar três dias mal disposta. Todos os pormenores era fabulosos. Tudo foi cuidadosamente pensado para o sitio especifico e para a sua função. Um projeto com pés, unhas, tornozelos, mãos e cabeça com chapéu. Os quartos são simples mas bem desenhados, os sanitários fabulosos, a áreas comuns iluminadas, bem dimensionadas e cuidadosamente mobiladas e a sala de refeições foi detalhadamente organizada possuindo inclusive um excelente serviço de louça (muito simples mas muito elegante) e uns bonitos jogos de atoalhados (mas depois metem o pé na poça na forma como distribuem os cereais ao pequeno almoço GOD??!!)

Continuo com a minha opinião que a gerencia do hotel deveria aprimorar o serviço, nomeadamente servir mais produtos regionais, trocar as toalhas da piscina (ver imagens da Quinta da Romaneira) e URGENTEMENTE alargar ou fazer outra piscina. É impensável que num hotel desta qualidade, ou que aspira a uma certa qualidade a única piscina exterior disponível ter lotação. Quer dizer, para ter lugar nas cadeirinhas, que de longe não chegam para todos os quartos, e para ter direito ao acesso à piscina, os hospedes têm de se levantar mais cedo? WTFF%&%&&. Se me quiserem consultar até vos dou uma sugestão de sitio para fazerem outra...Mas isto é a parte fácil. O melhorar o serviço é o mais fácil porque a base fantástica e inigualável pela localização e conceito já eles o possuem.

Mas mesmo com todos os precalços a estadia foi muito, mas muito boa e o balanço positivo. Acordar e ver o Douro, ver aquela paisagem sem fim que nos diz tanto. Que é o nosso País. Ver o Guilherme deliciado a brincar com aquele fundo por trás, dormir uma sesta à sombra duma oliveira..foi muito bom e soube a pouco. A opinião foi melhorando hora após hora e quando viemos embora viemos com pena. Quero voltar e sugiro vivamente sem hesitar este hotel. Espero que melhorem os aspectos que referimos (e pessoalmente) pois simpatia e aparentemente vontade não lhes falta. Ficam algumas fotos...

*Já agora..quando construirem a segunda piscina pensem em aquecer a agua..Lord ;)!!!!!!!!

 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 8 de setembro de 2013

Um ano depois #1


Um ano depois num dia lindo de sol, em pleno mês de Agosto, 
contrariamente ao dia cinzento do ano passado.
Um ano depois na Ponta da Piedade em Lagos, um dos sítios da minha vida.
Um ano depois o "a três" tem mais significado. 
Um ano depois o coração tem mais sentido.
Um agosto depois somos muito mais felizes.








  *e até o pai vestia a mesma t-shirt!

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Voltamos

Voltamos a Luanda. Voltamos e que grande volta demos. Depois de 26horas de voos e escalas (Porto/Lisboa/Dubai/Luanda), 70kg de bagagem e outra tanta que não coube, cá estamos nós na nossa vida. Custou regressar ao fim de um mês. Não custou menos do que quando vamos pouco tempo, pelo contrario. Parece que custa mais...Habituamo-nos tão facilmente quando chegamos, parece tudo tão "nosso", tão habitual, que regressar custa. Custa sempre e cada vez mais. Desta vez soube muito bem o agosto em casa, mas estes trinta dias têm um peso difícil. Passar esse mês, sem contar, em Portugal, faz com que não haja mais visitas até o final do ano. Faz com que o aniversario do Guilherme seja passado cá, faz com que não haja o batizado previsto (pelo menos para já). Estas alterações matam-me! Isto de não saber com que conto, de não poder fazer planos a longo prazo, a mim que gosto de tudo programado e organizado, matam-me. Ter de organizar uma festa à distancia, ter quase conseguido e depois...ups..ter de desistir e ficar sem plano B é esfolar-me viva. Enfim, siga adiante e tenta-se levar isto a pensar nas coisas boas que foi o Agosto à emigra. Um mês inteirinho por Portugal e pelas lindas terras lusas. Começamos no Douro, passamos uns dias em casa e depois seguimos até às praias algarvias. Foi bom. Comi bem. Fiz boa praia. Vim morena com um filho mais gordo e feliz. Fui a sítios onde tinha ido gravida. O Guilherme fez onze meses em casa, no seu país, numa das praias da minha vida. Estive com amigas e família. Estive na minha casa e no meu por-do-sol da minha varanda. O Guilherme comeu calipos e gostou. Estamos cá, na 15ª temporada de Luanda e felizes. Com o coração cheio.

domingo, 25 de agosto de 2013

Lagos a 3

E os próximos capítulos seguem por terras algarvias! Um ano após as fotos versão barriguda na praia D.Ana seguem fotos a três nas mesmas praias que fazem parte da minha vida desde sempre. Fazer com o Guilherme praia nestes sítios foi o melhor presente de Agosto. Não estávamos a contar com ferias este ano e muito menos conseguir vir uns dias até ao Algarve, mas os percalços das burocracias angolanas permitiram-nos passar o mês dos emigrantes (que somos!!) em Portugal e aproveitar o melhor sol que temos para oferecer. 
Permitiram que o Guilherme conhecesse as praias que eu conheço desde os 8 meses, ano após ano, e que tanto me agradam. Claro esta que praias na Tailândia, em Bali, ou em Zanzibar são outra louça, outra areia, outra agua, mas Lagos é Lagos. 
Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa como se diz. E uma não substitui a outra! 
Por este ano e uma vez que viagens intercontinentais não foram possíveis, (além das habituais obrigatórias) ficamos por cá. E a gostar muito!
Na ultima vez que cá estive estava muito gravida, muito feliz e com algumas (por acaso não eram muitas) duvidas. Nunca tive medo do parto, se calhar também porque nunca pensei muito nisso, e faz agora um ano, já tinha quase a certeza que seria cesariana. Acho que a minha gravidez (santa !!!) foi passada sem grandes pensamentos acerca da mesma. Foi um dia após o outro, indo e vendo e fazendo muita e boa praia! Acho que foi de longe o ano que fiz mais praia na minha vida. Em Março já fazia praia e assim continuei até à véspera da criatura nascer. Mas lembro-me de cá estar, na primeira versão de Lagos 2012, em Maio, sozinha na praia D.Ana, a pensar em como seria ter um filho. Isso era um dos meus medos. Não o parto em si, não as dores, não essas horas, mas o after! O criar, o estar 24 horas com ele, o ser responsável, o ele chorar e eu não saber o porquê.. Isso sim, fazia-me medo! Mas o Nuno dizia muitas vezes : se toda a gente consegue, nós também vamos conseguir".. E conseguimos! E foi muito mais fácil do que imaginei. Tudo, sem excepção. O parto (cesariana), a amamentação (da qual eu tinha medo), os primeiros dias, os primeiros meses! Tudo correu bem e passado um ano desde a ultima vez que estive em Lagos, voltamos. Voltamos a três, com um Guilherme feliz, que adora praia, agua e se ri para toda a gente. Voltamos pais e acho que melhores pessoas. Mais pacientes (eu tento!!) mais esforçados, mais responsáveis, com muitas mais preocupações mas muito, muito mais felizes! 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Coisas

Ficar sem carro uns dias (na realidade foram 2 dias!!) fez-me pensar o quanto somos (ridiculamente sim eu sei!) dependentes das 4 rodas. Somos ou melhor, eu sou! Fiquei triste, infeliz e sem vontade de fazer nada.. Ainda por cima com o Gui e a necessidade de o transportar com a sua cadeira impediu-me de fazer montes de coisas. Mas tenha a noção do ridículo da situação! Há uns anos, e não foi no século passado, as pessoas não tinham todas carro. E andavam! E saiam. E saiam com filhos. E até iam ao supermercado. E até iam com os filhos e sem os carros de bebé ultra fashion como o que eu tenho. Como??!! Juro que não percebo, mas sei que iam. Relembrei-me por exemplo da minha madrinha, mãe da minha prima Joana (da minha idade) e do Pedro (4 anos mais novo). Na maioria dos dias, a minha madrinha saia se casa, no Pinheiro Manso, com os dois pequenos, (e sacos e mochilas e afins) ia leva-los à nossa avó, em Aldoar, e seguia para o seu emprego, na Baixa Portuense! Isto tudo de autocarro!!! E não entrava ao meio dia minha gente... Entrava às 9! Eu, se tivesse de sair de casa com o Guilherme, ir leva-lo e entrar às 9horaa, sem carro, ia "pânicar" e muito!! O que é absolutamente absurdo eu sei.. Acho que com os anos e apesar de toda a evolução ficamos muito mais atados. Precisamos de muitas mais condições para fazer seja o que for. Não sabemos viver sem carro, sem telemovel, sem tv, Para ir de ferias  por exemplo..precisamos de um carro com mala grande, de um aparthotel xpto por causa da criança, uma piscina para o fim da tarde também dá jeito, etc e tal! Eu, há trinta e poucos anos (vou ignorar esta declaração) fui de férias com os meus pais para Lagos num Fiat 500 e juro que a minha mãe levou roupa para todos! Como??!! Juro que não sei. Atenção que eu até acho que sou muito "descomplicada" e vou para todo o lado com o Guilherme, mesmo que sozinha.. E vamos de férias na boa, para qualquer lado sem dramas. E até já fomos de mochilas mais que uma vez, de porto em porto. Mas agora com o Gui, e os seus apetrechos, juro que preciso de espaço! O Gui e o pai do Gui , que leva muita coisa em ferias!!

Por cá

O mês começou de uma forma atribulada. Sair de Luanda a correr (pela falta de visto do Nuno) tratar de voos para chegar a Portugal (preços pela hora da morte) etc etc etc, tratar de vistos para regressar a Luanda, para o pai ir à China, etc etc etc. Parece que a nossa vida se resume a voos, aeroportos e consulados. Nos entretantos, uns jantares simpáticos com amigos, umas festas de aniversários porreiras, uns bons restaurantes no Porto e algumas compras. Em relação às compras, bem menos do que as que eu queria! Se há coisinha que acho ridícula são as estacões do ano ditadas pelas lojas! Isto de ir à Zara em Agosto tentar comprar roupinha para mim ou para a minha criatura e encontrar casacos de pelo tira-me do sério! Facilmente conseguiria ir de férias para Buenos Aires.. Agora para a praia, para o verão, para cá ou uso a roupa que tenho (que está em Luanda!!) ou azarito! Ir ao Jumbo tentar comprar baldes para o Gui ou bóias em plena época de praia também se revela tarefa impossível. Mas já se arranjam livros escolares e galochas! Eu acho que está tudo doido!!! Enfim... Este mês tem-se revelado muito castiço!! 

Ficar sem carro também não ajudou nada. Sem carro, com marido na China e pai no Algarve foi pouco divertido! Carros para alugar???? Zero! Voos para o Algarve?? Zero! Casas para alugar no Algarve??? Zero!!! Destino- casa e praia nas redondezas até novas directivas! 
Parte boa: recuso-me a ouvir que o turismo este ano em Portugal está em crise! Impossível!! Taxas de ocupação brutais como há muito não se via. Voos cheios para qualquer lado. Restaurantes cheios no Porto. Douro com hotéis a abarrotar (amanha coloco as fotos do Douro que apesar de tudo recomendo!!). 
Outra parte boa : Guilherme passa férias com avós, madrinha, padrinho e amigos vários!! Como qualquer emigrante que se preza passamos Agosto em Portugal!
Parte menos boa: baptizado/festa de aniversario previsto para Setembro com prognostico muito reservado. 
Esperam-se desenvolvimentos em outros locais nos próximos dias! Se alguém tiver sugestões de sítios não se acanhe. Preferência- sítios com outra língua ;)


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Douro day 3

O dia por aqui começa cedo. O Guilherme toca antes do despertador e ainda não eram 8.15 e já estávamos acordados. Pequeno almoço, como quem diz leite ao mais novo e coisas varias a nós e piscina! Já cá estamos a desfrutar da belíssima vista e deste sol maravilhoso à temperatura ideal para a minha criatura. Ontem, depois do quase desastre do dia anterior (face ao desapontamento em relação ao hotel) p dia revelou-se muito bem e as (segundas e más) impressões transformaram-se. Almoçamos divinamente, numa sombra linda, graças a um toldo maravilhoso (tenho de descobrir o fornecedor), junto à piscina e a ver o Douro. Duas saladas muito bem elaboradas e uma entrada de tomate grelhado fabulosa acompanhadas de um vinho da região. Seguiu-se uma tarde passada com muita azafama... Sombra, sol, mergulhar, secar, sombra, sol.. Uma canseira!!! 
Uma sesta com o Guilherme para terminar a tarde, seguida de um jantar que se revelou melhor que o anterior mas ainda longe de memorável. 
E hoje é outro dia... O ultimo por cá! 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Douro day 2

As primeiras impressões foram ótimas. O site está bem construído, as imagens são boas e o sitio é lindíssimo. O projecto de arquitectura da autoria do Arq. Serôdio é muito bom. Os interiores (não sei de quem são) são igualmente muito bem conseguidos. Mas depois... Depois é outra coisa. É quase que uma pena no panorama do turismo português. No panorama do turismo do Douro. Pedir uma tábua de queijos e enchidos nesta zona, num hotel de 4* e servirem salpicão/salame pré fatiado daquelas embalagens do Continente é inadmissível aos meus olhos. O único vinho a copo disponível para acompanhar snacks no bar lateral à recepção ser da zona de Lisboa ?!??! WTF!! Estamos no DOURO minha gente! E o DOURO tem dos melhores vinhos do mundo minha gente! O jantar, servido numa sala lindíssima, com uma mobília e decoração de mesas igualmente "no ponto" foi médio. Bonzinho mas longe de um grande jantar. Longe de um jantar que um turista leve guardado na memória. Hoje está bom tempo. Muito bom tempo aliás! Já tomamos o pequeno almoço e já estamos na piscina. E mais uma vez o mesmo... Piscina (ainda que MUITO pequena para este hotel) fabulosa, com uma localização e vista incrível mas.. Com "toalhinhas" (fraquitas) com o logotipo da Lavandaria Galáxia!!! Ó valha-nos Deus e Sr!!!! Alguém explica a estes senhores do Eurostars que eles já têm tudo..a vista, o sitio, o Douro, o fabuloso edifício... É favor não estragar e fazer disto um hotel memorável??! É favor ir passar dois dias ao Aquapura para ver como se faz???

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Douro

Acabados de chegar ao Douro para um mini descanso!
Escolhemos o Eurostars Douro&Spa para mostrar ao Guilherme uma das maravilhas do Norte, o nosso Douro! Muito perto de casa e com preços acessíveis vamos ver o que este hotel nos vai oferecer!