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segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Qualidade não é quantidade


Tenho vindo a escrever sobre o Porto. Sobre a minha cidade, sobre o seu crescimento e evolução. Sobre o facto de estar apinhada de gente diariamente e dessa mesma gente no adorar.
E é exactamente neste contexto, que escrevo este post.
O Porto tem crescido em número de sítios, em número de visitantes, em número de voos. Basicamente tem crescido muito em números. E em qualidade também, não há duvida. Mas precisa crescer na mesma proporção em formação, em educação, em cuidado no atendimento, pois a meu ver, e sendo estes olhos, olhos de quem está fora e com saudades, ainda há muito a fazer neste campo. Basicamente resume-se a crescer em profissionalismo. E quando falo em profissionalismo falo em duas vertentes: turismo e população local. Porque que nós somos simpáticos, sabemos receber, cozinhamos bem, etc etc e etc, já nós sabemos e já muita gente sabe. Agora, dai até ao profissionalismo de "receber", de estar, de ser como essas grandes cidades que visitamos por esse mundo fora (nem todo o mundo é certo), ainda nos falta.
Não podemos nesta fase deste intenso campeonato que é o turismo, dar-nos ao luxo de abrir tascos, tasquinhas e lojinhas em cada canto e esquina, com qualquer justificação, como um qualquer “melhor a tudo”, sem uma avaliação intensa do que se abre, de quem está à frente dos serviços, do que se oferece. Sim, se queremos manter este número de turistas, se queremos manter este lucro imenso anual, temos de ser bons. Muito bons! Um turista vem uma vez e aprecia a vista, a francesinha, a Lello. Mas só volta se valer mesmo a pena! Só se repetem sítios perfeitos.
Repete-se Roma, Londres, Paris, Nova Iorque e Singapura. Vai-se uma vez na vida a Marselha, Cannes, Dublin, Split. (propositadamente não refiro nenhuma 2ªcidade italiana, porque a Itália ia, se fosse possível, semanalmente!)
E na busca desta perfeição, não pode haver taxistas a jogar bublle em frente a São Bento, que não se dignam sequer a olhar o turista, que simpaticamente pede umas poucas palavras em inglês.
Não pode haver “gajos rascos, mesmo rasca” a vender, não, a obrigar a comprar, um supermercado de droga a quem sai de São Bento, sem um único polícia num raio de dezenas, talvez centenas de metros.
Não pode haver 90% dos tascos fechados à 2ªfeira, até porque, sendo os voos mais baratos neste dia, há muito viajante que escolhe este regresso. Não pode haver trocos dados com as moedas do bolso das calças, nem o ter de pedir factura.
E não pode, não pode mesmo haver um desleixo com quem é de cá. Não posso de maneira alguma sentir que agora, que há ingleses ou franceses a visitar a minha terra, e assim eu não interesso tanto. Se calhar é ressentimento, mas no decurso da organização da festa do Guilherme, foi impressionante a quantidade de emails enviados e da falta de respostas dos mesmos. Tentei variadíssimos sítios, alguns da moda, outros nem por isso, e poucas, muito poucas foram as respostas profissionais que recebi. Onde está o profissionalismo aqui? E nisto, não tenho duvida, temos de crescer!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

O meu Porto #6

Não me canso de falar das novidades da cidade. Parece fanatismo ou bairrismo. Parece mesmo, eu sei. Mas não é!
A cidade está mesmo a mostrar o que vale. Não digo exatamente que esteja muito melhor, porque sempre foi linda, mas consegue agora convencer os mais descrentes das suas qualidades.
No post anterior, referi a belíssima esplanada dos Clérigos, em frente à Torre. A simpatia é enorme, a comida é boa e  vista...Enfim, a comida até podia ser má, tamanha é a qualidade do envolvente.
O conceito da "marmita" e almoçar no parque, saudavelmente (tanto em termos de calorias como economicamente falando) começa a implantar-se (e bem) na Baixa e são imensas as pessoas que habituam aquelas mantas e aproveitam o sol ainda de verão.
Na 4ªfeira, andamos no corre corre de compras e tarefas e finalizamos o dia, no Gull. O sushi continua irrepreensível, mas reparei, que estava praticamente vazio.
O Porto sempre foi de modas. Ou melhor, as gentes do Porto!
Ou vem que saímos todos na Zona Industrial de Matosinhos, já tendo ultrapassado os tempos da Ribeira, relembrando épocas do Cais 447, e outros que a minha memória já não permite, ou bem que passamos para a Zona Industrial do Porto. Anos depois surge a Baixa e agora, nada que se situe fora daqueles lados, é lembrado. Sempre foi assim, e julgo que sempre será. Espero também, do fundo do meu ser, que não se perca o amor pelo centro. 

Na 5ªfeira, lá estávamos nós novamente pela Baixa a almoçar. E aqui digo...A melhor surpresa da semana. O Brick! Divinal! Nota 5* posso dizer. Almoçamos uma tosta de salmão (carregada de morangos perfumados), uma salada de camarão e manga, uma sopa, cujos ingredientes não identifiquei mas amei (e eu não sou amante de sopa!) e o chef ainda se ofereceu para fazer uma massa com frango para o Guilherme (prato que nao havia sequer na lista). Este restaurante, tem o melhor de nós, tripeiros! "Honest Food" dizem eles. Honesta, simpática, fresca, perfumada e linda. Tudo recheado duma decoração brutal, muito na onda nórdica do unfinished furniture, e dumas funcionarias simpaticíssimas. Nessa noite, a 1ª Vogue Fashion Night Out do Porto. O ambiente era incrível. Musica nas ruas apinhadas, as lojas cheias, restaurantes sem mesas. 

O Porto a mostrar o que vale :)



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

29.10.2015

Na 3ª feira, o Guilherme fez 3 anos! Três anos de descobertas, de amor, de muitas alegrias e de milhares de gargalhadas e sorrisos. Cresce de dia para dia e desde que entrou no Colégio, começa a sentir-se da sua parte vontade de comunicar e falar connosco, o que tem dado peripécias de papagaio para lá de engraçadas.
No dia do seu aniversário, e como eu tinha consulta marcada no IPO, o programa estava condicionado. Tínhamos pensado almoçar algo cedo e rápido para dar tempo para conciliar tudo. Mas o Porto, como cidade nossa mãe, ou melhor, nosso Pai que é (porque o Porto é Um e não Uma, nao??!) ofereceu-nos um sol incrivel e decidimos ir petiscar para a esplanada superior dos Clérigos.
Que prenda melhor poderiamos dar ao Gui que almoçar no coração do que é seu?
De 3 na mão, lá fomos nós! E maravilhados ficamos! O espaço é lindoooooo, mas mesmo lindo. Arrisco-me a dizer que é a mais linda esplanada do centro do Porto. Com a Torre em todo o seu esplendor almoçamos umas sandes/saladas muito boas e aproveitamos o jardim para correr, brincar e tirar umas belas fotografias. A simpatia da funcionária e o sumo de melão com ananás destacam-se.
Foi um almoço simples, sentados no chão, onde dei por mim a pensar nestes três últimos anos, na nossa vida e na beleza da minha cidade. O dia estava tão lindo que me custou sair dali para ir à consulta.

Pai e filho, continuaram a passear pelo Porto até eu chegar e fomos deliciar-nos, pela primeira vez, na Santini. São escusados comentários! Haja gulodices saborosas! Ainda percorremos a nossa cidade mais um bom bocado até irmos para casa, organizar o jantar de família.

Foi um dia perfeito! Venham mais aniversários assim.



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 a prenda favorita

bolo by Um dia feliz





terça-feira, 6 de outubro de 2015

O meu Porto #5

O Porto cresce a olhos vistos e é impressionante o número de visitantes a qualquer dia da semana. As ruas estão cheias, o ambiente é fantástico.Já não é Verão, mas o sol, parece que entende que vale a pena aparecer para mostrar o que o nosso coração de granito tem de melhor. Cidade de nevoeiro outrora, é vê-la em finais de Setembro a brindar-nos com dias fabulosos de sol dourado.
Desta vez a estadia foi curta. Uma semana dividida em consultas, festas de aniversários e (muito poucas) compras. Mas sobrou tempo de passeio! E passeio de qualidade. 

O Porto está maravilhoso! Repito, MARAVILHOSO!
No sábado em que chegamos, fomos jantar ao "Cozinha dos Loios". Ver aquela área, tão familiar para mim, dos meus (bons) tempos de estudante, tão requalificada é tão bom! Não posso deixar de referir contudo, que requalificar as cidades, promovê-las, não pode passar apenas por dota-las de restaurantes giros, espaços gourmet e lojas de artesanato. As idades são feitas de sentimentos, usos diários e não podem ser meras fachadas para estrangeiro ver. Mas isso são outras questoes e outros (demasiado longos) posts. Há que preservar quem deu identidade aos espaços. E neste contexto lamento o desfecho da Papelaria Modelo! Mantêm-se os Morgados, valha-nos! Adiante..
No que diz respeito ao restaurante, gostei bastante. Acolhedor, castiço, charmoso. O risoto de cogumelos que escolhi estava bom, mas o destaque do jantar são sem dúvida os couscous com legumes. Já comi couscous de variadíssimas maneiras e em vários países, mas foi de longe, o melhor! O sabor cítrico e o molho quem nem percebi bem de que era (talvez um molho com base de iogurte e alho) dão aos couscois um sabor inigualável. A conversa bem regada com as amigas e o matar saudades, proporcionaram um noite das que fazem falta.

Na 2ªfeira, a desilusão. O Porto está a crescer em espaços, e em qualidade, mas ainda tem de crescer em formação. Há que mudar muitas mentalidades. De tantos e tantos restaurantes novos e menos novos que queríamos experimentar, estavam todos fechados (tirando o Cantina 32, que mesmo numa 2ªfeira não tinha mesa). Numa semana, em que na cidade se atropelam turistas, a grande maioria dos espaços estava fechado. Não consigo perceber esta "gestão". Ou esta "má gestão"! Optamos, por falta de outra escolha, por ir ao Kyoto (a abarrotar) que nunca desilude! 

sábado, 23 de maio de 2015

Granito


Nós somos assim.
Com saudades de casa. Com saudades desta nossa luz e deste céu azul. Com saudades deste Douro. 
E sempre com o granito como nosso suporte.
 


Foto by: Ties no dia em que o Guilherme fez dois anos


segunda-feira, 11 de maio de 2015

O nosso Porto pela Marcia


Relembrar o nosso sitio. Relembrar o nosso Porto. Estas são as melhores prendas que dou ao Guilherme, tenho a certeza. Gosto de lhe dar fotos, pois estou a dar-lhe memórias. Estou a mostrar-lhe de que granito ele é feito. Neste caso, mostrei-lhe também como se fazem sonhos ou de que cor são os beijos. Mostrei-lhe como é ser feliz ao som das suas musicas favoritas. Gosto de prendas assim.


Com o profissionalismo da lente da Marcia da Stim-Photography e à mistura com uma fabulosa conversa sobre educação de crianças. (temos de a continuar um dia!)




sexta-feira, 6 de março de 2015

Porto +


Foto by  Locomotiva

Sou eu. Somos nós. Porto do meu coração. Porto da minha Alma.
.saudade.

 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Nós e o nosso Porto by Ties

Uma das prendas que queria dar ao Guilherme pelo seu segundo aniversario, era um bocado de Porto.
Um bocado da cidade que é tão minha, que é tão dele e que a maior parte do tempo está tão longe.
Na escolha do local da festa, tentamos isso, como aqui descrevi. E no seu dia de aniversário também.
Queria algo para um dia mais tarde ele saber de que é feito. Porque ele é feito de calçada de granito, de ferro forjado, de arcos de betão que um dia foram os maiores do mundo. É feito de Douro. É feito de muita história, sinceridade e até alguma brusquidão. É feito de Porto.
Escolhemos a Catarina Ferreira do Ties e o resultado é assombroso. 

O Guilherme e o nosso Porto.
















quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O meu projecto . A minha casa

Dei por mim a ver imagens de minha casa. Da minha primeira casa. Da minha verdadeira casa. Uma casa que desenhei com carinho e atenção (demasiada até) cada cm. Que desenhei moveis. Que escolhi tecidos e madeiras. Muito antes mesmo de saber que a minha vida profissional ia fazer uma curva ligeira, abarcando o mundo dos interiores. Gosto do resultado. Mudaria já muita coisa é certo, mas gosto da leveza, da frescura, do ambiente claro, simples, da luz que entra em cada compartimento. 
Gosto de casas que digam quem lá vive. E a minha transparece a nossa vida, as nossas viagens, as nossas escolhas. 
Acho importante uma casa ir sendo construida. Não ser algo estanque, fechado. Mas a base tem de ser única, ser pensado como um todo, em que cada viagem, cada momento especial do ano, cada fotos, preenche um espaço.  Gosto de misturar imagens, padrões, cores, texturas. Gosto de contrastes.
Gosto de fazer o trabalho completo, cada vez mais. De partir ou desenhar a parede, escolher o mármore e em seguida o tecido da almofada que ali irá pousar. Julgo cada vez mais que o meu pensamento está mais completo. Imagino o tijolo, a cor da parede, já pensando na jarra que ali irá ser colocada. 

Quero continuar a fazer isto. Tenho a certeza disso. E em semanas complicadas, semanas com pouco descanso, obra, lama, chuva, encomendas que não chegam ou papeis de parede que vêm trocados, esta certeza é uma segurança.












Moveis desenhados por mim e executados por um belíssimo profissional de Paços de Ferreira
Papel de parede quarto do Gui by Little Hands
Fotografias by Liliana Mendes
Almofadas tecidos Designers Guild
Tapetes By Lusotufo

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ideias Nacionais #3 - Taberna do Largo

Mais uma grande ideia nacional. Ultimamente tenho visto muitos, mas mesmo muitos amigos meus a "desistirem" das suas primeiras opções profissionais e abraçarem novos desafios. A grande maioria motivados pela crise é certo, mas igualmente porque o que faziam já não os preenchia na totalidade.
A Taberna do Largo, no Largo São Domingos que a mim me diz tantoooooo (a minha faculdade é lá e por isso guardo deste largo algumas das melhores recordações da minha vida) é propriedade de três amigas, (duas minhas grandes amigas) que se conheceram nos meandros da psicologia e sociologia. Trabalhavam as três nos Centros de Novas Oportunidades que entretanto fecharam. O gosto comum por Portugal, por vinhos e por produtos portugueses levaram-nas a pensar neste negocio. 
Acompanhei de perto a procura do sitio e lembro-me bem da primeira vez que vi esta loja. Era "fria". comprida e escura. Mas era num sitio incrível aos meus olhos. Estava um dia de sol lindo, de inverno, frio, mas cá fora o largo fervilhava. Eu gostei e elas gostaram também. Fizeram o negócio e iniciou-se o projecto, da autoria de um  grande professor e arquitecto meu conhecido. Um ano depois abriu a Taberna do Largo!
Mais de 50 tipos de vinhos, queijos, enchidos,que o meu mais que tudo anda a gabar desde que lá fomos,   doces como pão de ló e ovos moles, e até bebidas dos Açores e da Madeira como a Kima e Brisa. Tudo o que é português e é bom, elas têm.
Numa altura que Portugal precisa tanto, é bom ver a aposta em produtos nacionais. É bom ver que Portugal tem tanta qualidade. É bom ver ideias assim! E para mim, é muito bom ver o meu Largo assim.