Parabéns Luanda!
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
25 Janeiro . Dia de Luanda
Há dez anos escrevia assim...... Há dez anos era feriado e percorríamos os primeiros kms por África, em direcção a Benguela! Há dez anos nascia uma paixão por um continente sem igual!
quarta-feira, 3 de janeiro de 2018
3 Janeiro 2008
Há dez anos atrás, fazia as malas para uma nova vida. Uma vida de casada, noutro país, noutro continente. Abraçava um desafio profissional diferente de tudo que tinha feito até essa data. Tudo mudou na minha vida, naquele dia 3 de Janeiro de 2008. Lembro-me que ia sem medo, feliz, embora deixando para trás todos e tudo. deixava para trás 30 anos de vida, amigos, os meus pais, um emprego. Mesmo nos piores dias, nunca me arrependi desta decisão. Mesmo nos dias que quis vir embora e deixar tudo para trás, nunca me arrependi de ter largado tudo e ter ido. Acho que é um exercício que todos deveriam fazer um dia...começar de novo. Hoje, em 2018, dez anos de "casada", e um filho depois, começo de novo, num país que nunca deixou de ser meu. Hoje, em 2018, peço e desejo-vos apenas saúde, pois com saúde, o começar de novo é sempre possível!
Feliz 2018
sábado, 28 de janeiro de 2017
9 anos
Estava internada e por isso deixei passar a data, mas na semana passada, quando me recordei achei merecia ser lembrada. Dia 4 fiz nove anos em Luanda, ou melhor, faria se lá estivesse. Faria nove anos de África, de Angola, mas também de "casamento" se assim lhe posso chamar. Nove anos que nos mudamos de "armas" (quase) e bagagens para Angola, dispostos a tentar a sorte num novo continente, num novo país e a viver juntos. Pode-se dizer que a mudança foi radical! Sair de casa dos pais, em Portugal, na Europa, numa vidinha de filha única, para Luanda, onde a vida há nove anos era muito diferente do que é agora. Foram tempos mais difíceis e com alguns sobressaltos mas bons, daqueles que nos ensinam e fazem crescer! As relações nem sempre e nem todos os dias são fáceis e Luanda também não, mas a história em nós mistura-se. Nós e a cidade, a nossa história e Angola!
9 A N O S
9 A N O S
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
.
Escrevo já sentada no banco do aeroporto. Mais uma ficha, mais uma volta. Hoje, de noite, nos trinta segundos que antecederam o meu adormecer, pensei... Ainda ontem dizia que faltava tanto até voltar, até aos novos exames e decisões. Ainda ontem pensava em adiar o pensamento e com isso o problema. Antes disso ainda havia a fabulosa semana de férias, o Kenya, o safari, o mês de Agosto onde todas!!!! as transferências iam sair (iam...ou não!), o recomeço as aulas na sala dos quatro anos..havia um sem número de coisas e momentos que ainda iam acontecer. E o hoje chegou! Num ápice! E cá estou eu a viajar novamente.
Ontem pensava que por isso (sim, e por muitas outras coisas mais) é que Angola "não mata mas mói". Porque da mesma maneira que vivemos o ano em quatro fases distintas (entre idas a casa) como já falei aqui, também da mesma maneira o nosso pico de ansiedade varia em três meses. Subimos nos dias antes ao topo, estacionamos uma semana entre amigos, jantares e saudades, e descemos até ao zero, prontos a recomeçar todo um novo ciclo cada vez que desembarcamos nesta cidade. Nesta cidade onde o calor põe as pessoas loucas! Sim, essa é a única possível explicação para alguns dos últimos dias. Apesar de ainda estarmos no cacimbo!!! Mas é esta montanha russa durante o ano, as quatro descidas e subidas vertiginosas que nos cansam. Que nos envelhecem muito! Que nos moem! Aqui a vida passa a correr, rápida! Ainda ontem cheguei e hoje já estou a embarcar! Eu e uns trezentos chineses que pela conversa vão para não voltar... Nem os chineses querem voltar....
quarta-feira, 1 de junho de 2016
Angola e as despedidas
Dos 487 amigos que tenho no facebook não conheço pessoalmente seis. Destes seis, sendo que quatro são situações comerciais, uma é a Margarida. Troquei umas mensagens há cerca de três anos com ela, num grupo de mães. Ela estava gravida, eu já tinha tido o Guilherme. Julgo que já estava em Angola, mas não posso precisar. Ela ia voltar com a bebê.
Angola, Luanda, e as suas dificuldades, acrescidas pelo facto de sermos (ambas) mães pela primeira vez aproximaram-nos, ainda que apenas ciberneticamente. Convidei-a no fb, coisa que nunca fiz (mandar convites a quem não conheço!).
Ela regressou e fomos trocando comentários, a maior parte dos quais humorísticos, sobre o transito, os iogurtes, ou o tempo.
Nunca nos vimos, nunca tomamos um café, mas quando soube que ia embora, fiquei a pensar nisso...
A Margarida vai embora e escreveu ontem estas palavras... Não posso e não quero deixar de partilhar.
" Olá Angola,
Já deves saber - porque aqui tudo se sabe - que me vou embora. Vou-me embora em breve, praticamente seis anos depois de te ter conhecido pela primeira vez. Essa primeira e inesquecível vez em que me apaixonei por ti, nem sei porquê: terão sido as tuas incongruências indecifráveis? O teu cheiro inconfundível a terra vermelha de todas as vezes que saí do avião? Serão as tuas pessoas de sorriso fácil? As tuas paisagens de tirar o fôlego? Ou os pores do sol mais rápidos e intensos do mundo? O teu mar azul cantado pela Yola, ou terá sido a música, ah, a música e a dança que me faz vibrar em emoções inexplicáveis. Não sei. Foi tudo isto numa azáfama de emoções que nem me deixava tempo para pensar se estava bem ou não. Estava feliz e pronto. Estava viva, no auge da minha juventude, a viver o destino que para mim escolhera. E o meu destino eras tu.
Deste-me tanta
coisa boa. Foste a minha casa, o meu lar, durante estes anos. Foste as
minhas ruas, as minhas estradas, as minhas pessoas, as minhas praias.
Foste a minha referência. Tive muito orgulho em ti e expliquei-te quando
ousaram dizer mal de ti. Foi aqui que me apaixonei, foi aqui que fiz a
minha filha, foi para aqui que a trouxe com três meses, cheia de força e
contei com a ajuda da melhor babá do mundo. Obrigada por tudo. Obrigada
a cada um de vocês que de alguma forma fez parte desta minha aventura.
Também foste palco das maiores agruras, das dores mais fortes e dos maiores sustos e por isso, olha Angola, obrigada. Obrigada por me teres feito crescer.
Obrigada por me teres recebido uma menina e me deixares ir uma mulher.
É tempo de ir.
Até sempre,"
Nunca me apaixonei aqui, nem por Angola, nem por ninguém, como a Margarida. Também aqui não foram os meu maiores medos.
Mas aqui cresci muito, aqui me fiz mãe, e aqui também fui muito feliz. Aqui é a casa que o meu filho reconhece como tal.
A Margarida é apenas uma, das muitas que me tenho despedido ultimamente. e cada pessoa que vai, amiga, conhecida ou apenas "faceamiga" leva um bocado da nossa esperança, do que era a nossa casa cá e que está a ir embora.
À Margarida desejo sorte! Muita! E tenho a certeza que a vida, um dia, nos pagará um café!
Também foste palco das maiores agruras, das dores mais fortes e dos maiores sustos e por isso, olha Angola, obrigada. Obrigada por me teres feito crescer.
Obrigada por me teres recebido uma menina e me deixares ir uma mulher.
É tempo de ir.
Até sempre,"
Nunca me apaixonei aqui, nem por Angola, nem por ninguém, como a Margarida. Também aqui não foram os meu maiores medos.
Mas aqui cresci muito, aqui me fiz mãe, e aqui também fui muito feliz. Aqui é a casa que o meu filho reconhece como tal.
A Margarida é apenas uma, das muitas que me tenho despedido ultimamente. e cada pessoa que vai, amiga, conhecida ou apenas "faceamiga" leva um bocado da nossa esperança, do que era a nossa casa cá e que está a ir embora.
À Margarida desejo sorte! Muita! E tenho a certeza que a vida, um dia, nos pagará um café!
segunda-feira, 23 de maio de 2016
quarta-feira, 9 de março de 2016
7.03.2016 - 3 anos do Gui em Angola
Relembro anualmente esta data. O dia em que chegamos como família. O dia em que demos ao nosso filho um país diferente para viver. Acho que é uma data importante, assim como o dia em que cheguei (4 Janeiro 2008). São datas que me fazem sempre pensar, ponderar, hesitar, andar para a frente ou recuar. Para mim é uma espécie de um novo e diferente Ano Novo que se inicia.
relembro o que pensei quando aterrei. Os medos, as hesitações, as certezas (muito poucas), a coragem (ou a falta dela!) e a despedida (que deve ter sido a pior de todas).
Foi há já três anos. O tempo voa e voa demasiado rápido. Foi há três anos que lhe demos África, Angola, uma outra família, uma vida de verão, uma vida entre milhas. Houve nestes três anos (e haverá sempre) dias maus, dias difíceis, mas muitos mais, incomparavelmente muitos mais, dias bons e muito bons (aliás, quando assim não for, é tempo de voltar!). Penso muitas vezes que cada vez penso menos no que poderia ter sido lá. Posso dizer sem dúvida alguma, que o meu filho é muito feliz cá, e até hoje, não houve nenhum dia, que me arrependesse daquele voo no dia 6 de Março de 2013!
Que seja este o sentimento sempre!
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
13 Novembro 2011
13 Novembro 2011
Hoje é um dia especial. Ou deveria ser pelo menos. Ou no mínimo é um
dia que terá (e será) de ser lembrado. Faz hoje quatro anos que fui embora. Quatro anos
que apanhei um avião de lágrimas nos olhos e fui embora de Luanda. Andava
cansada de cá estar, cansada desta vida de emigrante, com saudades do meu pais,
e consequência de conjunturas empresariais daquela altura fomos forçados a ir embora
de repente.
Um dia estávamos cá, recém chegados de Buenos Aires, recém chegados do
tango e da força das aguas do Iguaçu e no dia a seguir soubemos que íamos embora.
Não deu tempo para pensar, para despedir, para ponderar. Fizemos as malas e no
dia 13 de Novembro, domingo, voamos na Tap para Portugal.
Para quem na altura não queria cá estar, aquele dia custou. A nossa mente (e coração) é estranha. Parecia um
filme a passar diante dos meus olhos. A nossa vida de quatro anos cabia em sete
malas. Nunca mais me esqueci deste numero. Sete malas eram o resumo da nossa
vida de cá.
Os sentimentos eram contraditórios, ambíguos. Estava feliz de voltar a
Portugal, apreensiva face ao que me esperava, com pena de deixar os meus amigos
de cá, contente de rever os de lá. Confusa, feliz, com lágrimas. O voo foi mais
ao menos igual ao meu interior. Uma turbulência tal que houve momentos que
achamos que não íamos chegar! O teco-teco que nos levou ao Porto teve alguma (seria/muita
dificuldade em passar a grande e fabulosa Ponte da Arrabida. Chovia tanto…O dia
era de Inverno puro, duro, e nós, morenos, tostados.
Faz hoje quatro anos foi assim. Chegamos e fizemos as compras de
Natal. Não conseguíamos fazer planos sequer. Quando passou o Natal, vieram os
planos. Engravidar, ter um filho, arranjar emprego e ficar. Ou ir
até ao Brasil. E passar o Carnaval em Veneza. E ir à neve, e às Maldivas.
Voltar não fazia parte dos planos.
Fomos à neve, engravidei em Janeiro, não fui ao Carnaval a Veneza, nem
tão pouco às Maldivas. Também não fomos trabalhar para o Brasil. E em Abril, o
Nuno aceitou voltar para cá. Voltou em Maio.
E cá estamos, quatro anos depois. Cá estamos felizes os três, em família,
em Luanda. A tentar levar… A tentar aguentar, quatro anos depois, a três.
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Tempo
Não é original dizer que o tempo voa. Que não damos pelos dias, que os putos crescem demasiado rápido, etc etc e tal. Mas este ano...A semana passada, em conversa com duas amigas minhas de cá (as tais #familiaqueescolhemos) pensava nas nossas conversas a três logo logo no inicio do ano. Tínhamos entrado com o pé esquerdo. Lembro-me de conversas de Janeiro, onde dissemos "2015 não está a começar bem" , "uiui 2015 vai ser difícil". E mais tarde, conversas de Fevereiro e Março, exactamente na mesma linha de pensamento em que "já dizíamos que 2015 ia ser O ano". Realmente o ano começou mal, com sustos, melhorou para mim, piorou para as outras, o dólar subiu por ai acima e a nossa situação cá virou-se de pernas para o ar. Amigos que foram embora, divórcios, algumas doenças, tudo estava errado. Está a ser difícil. Mas está a ser rápido, muito rápido mesmo. Porque na tal conversa da semana passada, com as mesmas absurdas frases sobre 2015, pensei que realmente estão a ser dias complicadas, mas, ....(acorda!!) mas estamos a dois meses do fim do ano. Os nossos discursos, sobre repetição de passagem de ano e esquecer este, já estão quase quase. E agora, olhamos para trás (retrospectivas em Outubro é de gente muito avançada!) e pensamos...Sim, foi mau, está a ser mau, mas nunca pior. Siga com a moeda em baixas, com o pessoal a ir embora, com empregos difíceis, mas siga com saúde. Vamos até ao fim de 2015 e que o próximo nos dê mais. E Marta, parece que a passagem de ano no "bairro social de casas coladas e aguas transparentes" ainda não é este ano.
sábado, 22 de agosto de 2015
Agosto
Agosto deveria ser o mês dos gelados, dos cabelos com sal, das noites com sol. Lembro-me bem de adorar Agosto. Parecia que trabalha mas custava tão menos...Em vez disso, Agosto, é agora um mês que não gosto. Chega a ser o pior mês em Luanda.
Muitos amigos vão de ferias, o cacimbo ainda perdura, não há praia, nem sequer um mergulho na psicina lá de baixo. Não há programas para fazer. Este é o mês que mais sinto saudades de casa.
Tédio aos molhes! Trabalho às resmas! Sábado à tarde a trabalhar sozinha em casa. Há dias que me pergunto porque não vamos embora. Hoje é um dia. Angola vive momentos difíceis e têm sido muitos a ir embora. O ir, o não ir, o quando ir, é uma conversa agora habitual nos momentos entre os que cá estão.
Preciso de uma festa na minha vida!
Muitos amigos vão de ferias, o cacimbo ainda perdura, não há praia, nem sequer um mergulho na psicina lá de baixo. Não há programas para fazer. Este é o mês que mais sinto saudades de casa.
Tédio aos molhes! Trabalho às resmas! Sábado à tarde a trabalhar sozinha em casa. Há dias que me pergunto porque não vamos embora. Hoje é um dia. Angola vive momentos difíceis e têm sido muitos a ir embora. O ir, o não ir, o quando ir, é uma conversa agora habitual nos momentos entre os que cá estão.
Preciso de uma festa na minha vida!
sábado, 14 de março de 2015
Dias rapidos
Estes dias têm corrido a um ritmo alucinante. Festas, trabalho, feriados
que me sabem pela vida, mais trabalho, clientes emocionados,
desilusões, e muita praia da boa! Mesmo da boa. Daquela com pouco
espaço, muita confusão, mas muitas gargalhadas e conversas das que valem
a pena. Tudo passa pelas nossas vidas a correr e lembrei-me hoje que já
passaram dois anos que o Guilherme fez de Luanda a sua casa. Não posso,
nem quero deixar de assinalar esta data. Esta data será sempre um registro das nossas vidas. Aterramos os três pela primeira vez cá, dia 7
de Março de 2013. E dia 8, feriado, o Guilherme ia à praia pela primeira
vez. Já vai tão longe o dia...
Dois anos passaram. Saldo? Continua
positivo! A praia faz parte da sua vida, o calor também. Já se aguenta
sozinho (com braçadeiras, claro) na piscina grande. E viveu a grande,
grande maioria dos seus dois anos e meio cá.
Este ano não se
adivinha fácil. Muitos serão os problemas, as dificuldades, mas vamos
continuar por aqui. Há amigos a irem embora. Nós vamos continuar no
ritmo de África. Sol tórrido de manhã e tempestades assustadoras pela
tarde. Vamos continuar no verão. Um dia a seguir ao outro, vamos
continuar os dois anos que aqui passamos os três!
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Mais do mesmo
Ao fim de 40 minutos a secar e a destilar numa pastelaria sem ac e com 40 graus lá fora, em pleno centro de Luanda, recebo um telefone a confirmar a hora da reunião (que era há 35m atrás!!!). Nada de mais por estes lados. O único burro aqui sou eu que continuo a chegar a horas, ao fim de sete anos nesta terra.
Reunião feita. Objetivo atingido. Resultado: Mais do mesmo.
Agora rumo a Talatona. Esperam-me seguramente duas horas de transito. Mais do mesmo. Revejo o fim de semana que foi só metade, (e aqui nem vou dizer novamente "mais do mesmo" porque a burra mais uma vez sou eu!!) e penso no panicanço que tive quando vi sangue na cabeça do Guilherme (que afinal se veio a revelar um mini mini mini golpe).
Reunião feita. Objetivo atingido. Resultado: Mais do mesmo.
Agora rumo a Talatona. Esperam-me seguramente duas horas de transito. Mais do mesmo. Revejo o fim de semana que foi só metade, (e aqui nem vou dizer novamente "mais do mesmo" porque a burra mais uma vez sou eu!!) e penso no panicanço que tive quando vi sangue na cabeça do Guilherme (que afinal se veio a revelar um mini mini mini golpe).
Penso que tenho de mudar e ter mais calma. E penso no aperto que me dá quando ele chora com dores.
Penso e espero no transito. Vou começar seriamente a pensar utilizar o motorista da empresa nestas idas à cidade. Rentabiliza o meu tempo e descansa a minha mente, já para não falar que poupa os meus tacões.
As noticias por estes lados não são animadoras (também raramente são). Fala-se em impostos e mais impostos a serem aplicados nas transferências. As noticias de cá na imprensa portuguesa ainda são piores - Mais do mesmo!!!!!
É certo que para muita gente, perder 20% do ordenado pode inviabilizar o estar cá, pode deixar de compensar o esforço (porque ele existe e é grande), mas para a grande grande maioria, a questão continua a ser: menos 20% ou nenhum??! Ter emprego e ganhar menos, apesar de estar longe, ou não ter rendimento mensal fixo? A resposta será por demais evidente! Mas independentemente desta questão, do ir ou ficar, que a cada cabecinha cabe decidir, acho perfeitamente escusado capas da Visão com fotografias quase trágicas. Acho perfeitamente escusado a utilização de palavras como "Êxodo". Olho para as noticias na Sic e quase que nos imagino tipo gnus em plena migração. Utilizando a expressão "daquela que está aqui rentinha ao coração": MENOS!! MUITO MENOS minha gente.
Até pode haver necessidade de preocupação, que existe é certo. Mas menos show-off. Menos tragedias nas redes sociais. Menos palermices por favor.
p.s: post escrito ontem e publicado hoje por questões informáticas - Mais do mesmo!
As noticias por estes lados não são animadoras (também raramente são). Fala-se em impostos e mais impostos a serem aplicados nas transferências. As noticias de cá na imprensa portuguesa ainda são piores - Mais do mesmo!!!!!
É certo que para muita gente, perder 20% do ordenado pode inviabilizar o estar cá, pode deixar de compensar o esforço (porque ele existe e é grande), mas para a grande grande maioria, a questão continua a ser: menos 20% ou nenhum??! Ter emprego e ganhar menos, apesar de estar longe, ou não ter rendimento mensal fixo? A resposta será por demais evidente! Mas independentemente desta questão, do ir ou ficar, que a cada cabecinha cabe decidir, acho perfeitamente escusado capas da Visão com fotografias quase trágicas. Acho perfeitamente escusado a utilização de palavras como "Êxodo". Olho para as noticias na Sic e quase que nos imagino tipo gnus em plena migração. Utilizando a expressão "daquela que está aqui rentinha ao coração": MENOS!! MUITO MENOS minha gente.
Até pode haver necessidade de preocupação, que existe é certo. Mas menos show-off. Menos tragedias nas redes sociais. Menos palermices por favor.
p.s: post escrito ontem e publicado hoje por questões informáticas - Mais do mesmo!
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Compras
Passam morangos do Lubango e já não vou a tempo de chamar a moça. Saldo! Bolachas fritas que nunca provei. Pipocas doces e salgadas, talvez os vendedores mais castiços pelo volume. Vestidos em tecidos do Congo. Saldo! Cds. Sapatilhas adidas. Tomadas T, extensões. Uma cana de pesca. Porta fatos. Pentes, agulhas e linhas das mais variada cores. Cocos e mangas ainda verdes. Relógios de parede. Agua e refrigerantes. Saldo! Almofadas. Molduras e duche de chuveiro. Pipocas again. Pilhas, pinças, phobes e capa de iPhone. Oculos de sol. Cruzetas com e sem pinças. Coletes e triângulos. Telemóveis. Fraldas de pano. Raquetes chinesas mata-mosquitos e espanadores do pó. Óculos de sol. Gravatas. Pára-sol do Mickey. Maquinas de aparar barba e cabelo.
Isto foi a minha visita ao Shoping em 500m, 1h20m de transito! Podia ser pior.
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Friday
Sexta feira a começar muito cedo. Reunião com o assessor do Governador marcada (Xiiii que eu sou gente importante!!) seguida de reunião com cliente e forte perspectiva de fechar um projecto/obra fabuloso! Gosto de dias assim. Dias ocupados mas com fortes probabilidades de sucesso. Este projecto caiu-me nas mãos no seguimento de um orçamento que íamos entregar de obra. E fez-me ficar triste. Triste por haver profissionais sem brio, sem gosto, sem dedicação. Comecei por dar "um jeito" e mais um, e mudar mais uma parede e voilá, temos uma moradia nova. Cliente fascinada com o resultado, arquitecta feliz! Tenho-me deparado (infelizmente) com alguns maus projectos. Projectos que são feitos a correr, mas mais que isso que são feitos sem prazer, sem cuidado, sem tempo para sequer olhar. Isso não é arquitectura. Tenho visto projectos que são dignos de alguns maus desenhadores dos anos 90 em Portugal. Mas maus, porque os que trabalharam um dia comigo, fariam muito melhor. São projectos mal desenhados de gente que acha que revestimentos em mármore salvam tudo! Mas eu gosto deste trabalho de "re make Up". Ver, analisar e corrigir. E muitas vezes destruir! Deitar a baixo e desenhar de novo. Posto este desabafo profissional temos um fim de semana à porta que se adivinha preenchido e já com sol, calor e praia! E acima de tudo, fim de semana de "quase em casa". Isto sim, é uma sexta que eu aprecio.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
400m
Tenho a certeza que se tivesse reuniões na cidade todos os dias, ao fim da tarde, este blog e demais assuntos pessoais estariam sempre hiper actualizados. Alias, teria certamente posts para dar e vender! Nada como uma sessão de transito de duas belas horas para pensar na vida, ponderar os prós e os contras (sendo que a minha facção negativa neste momento está em altas), organizar a agenda, apagar aquelas dezenas de fotos que não servem rigorosamente para nada, etc etc etc. Neste tempo em que já consegui recorrer 400m, já comprei uma banana, uma maça, e duas caixas de morangos do Lubango para a sobremesa do jantar de hoje. Isto dos vendedores ambulantes é uma invenção perfeita para este mundo. Vendessem eles a Caras Pt ou a Elle Decor (sonha, vai sonhando!) e uns gelados Olá (em vez dos picolés que confesso ainda não tenho coragem de comer) e isto eram duas horas perfeitas de relax! Isso, ou eu conseguir pintar as unhas em andamento. Isso era a cereja! Mas a verdadeira cereja!! Enquanto não sei fazer isso vou pensando em tudo. Em tudo o que me rodeia, no passado e no meu futuro, em que Luanda parece ser uma constante. Penso em Africa. Na Africa boa. Na Africa das paisagens de sonho, das viagens, dos safaris, das fotos fantásticas. Relembro o fim de semana no Mubanga Lodge e penso que devia haver mais. Mais fins de semana iguais, mais sítios qualitativamente parecidos. Penso que depois de ver umas fotos no Instagram também queremos (e vamos!) conhecer o Malawi. Africa devia ser sempre como aquelas fotos. (E não como este caos). Lembro-me também que em Novembro há um feriado possivel de aproveitar. Malawi ou Namíbia, eis a questão. Penso também no Ebola (fod&£$%) e no facto dele estar cada vez mais próximo das nossas fronteiras. O que farei se os casos chegarem a Angola? Bem, avanço 10m e este mau pensamento. Estes momentos de reflexão e calma até me fazem falta e dão jeito, mas podia era estar deitada no sofá! E posto isto andei mais 100m!!!
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Chove e chove forte
São fins de tarde como o de ontem que me relembram que isto é Africa. Muito, muito Africa! E Africa em toda a sua força e esplendor. A tempestade surgiu repentina. A chuva caia como uma cortina espessa, os relâmpagos iluminavam os céus de Luanda segundos sem fim. O vento levantava chapas, telhados de alguém, como folhas de papel. Lá fora tudo as escuras. E de repente... Tudo normaliza! Tudo passa! Fica uma chuva miudinha para hoje de manha o cheiro a terra ainda ser mais intenso. A humidade relativa do ar esta em 94% e por agora não chove.
Sempre gostei de ver tempestades. Acho que nos "colocam no nosso lugar". Que nos fazem sentir o quanto temos muitas vezes de ser espectadores desta vida. Há muitas tempestades numa vida. Há muitas mais do que as que gostaríamos. Mas eu gosto das tempestades de Africa. Talvez seja das coisas que mais gosto aqui. Ela chega, sem aviso, com força e determinação. Varre e levanta tudo. Ilumina os céus fantasticamente. Mas depois segue viagem pelo continente e de manha o sol brilha num céu limpo. É um recomeço. Mais um! E eu prefiro a chuva assim do que a "morrinha" meses sem fim. No tempo e na vida.
Africa é bruta e selvagem mas forte e directa. E eu gosto da vida assim.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Vou ali e venho já
Post escrito ontem.
quarta-feira, 12 de março de 2014
um ano de Luanda
Agora com o trabalho novo não há tempo para blogs como havia. E para grande pena minha! Uma das coisas que mais gozo me dava era diariamente ler a minha lista de favoritos. Era um bocadinho só meu. Mas entre work, Gui e mais mil e trezenta e cinquenta e sete coisas, os blogs ficam para trás.
Ficam os outros e fica este infelizmente. Hoje já é dia 12 e desde o ultimo post já houveram fotos de Carnaval (dois dias), dias de praia maravilhosos, dias de trabalho com 37 horas e mais mil assuntos sobre os quais devia ter parado para escrever. Mas há um que quero marcar. Há que que não quero esquecer e quero deixar registado. Há um que vai passar a fazer parte das nossas vidas. Na passada sexta feira, dia 7 de Março, véspera do dia da mulher (esse é outro tema que dava para muitas palavras), o Guilherme fez um ano que aterrou em Luanda, Angola, África! Passou um ano que concretizamos uma decisão que apesar de (quase) inevitável, foi das mais difíceis da minha/nossa vida. O Guilherme vive (com interrupções, claro) há um ano em Luanda. Felizmente o saldo é extremamente positivo e apesar dos solavancos da vida posso dizer com segurança que espero que todos os anos futuros sejam assim. Com muitas descobertas, alegrias, saúde, praia e África. Que África nos(O) continue a tratar com o carinho que tratou até agora, pois o certo é que o meu mais que tudo já conta com mais dias neste continente que no "nosso".
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
5 anos depois #2

Desta vez a historia não é ...1 ano depois. Cinco anos e uns meses e muita história, muita vida, muitos kms, milhares de milhas, duvidas, certezas, alegrias, saudades, choros, viagens, separam estas duas fotos. Em 2008, recém chegada a Angola, a minha primeira ida a Benguela. Em 2013 a nossa primeira ida a Benguela em família. Parece que a três é tudo novo. E é bom que seja assim. Sabe a novidade e a novidade sabe a ferias e sabe bem.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
O Guilherme a passear por Angola #2 - Benguela
Este fim de semana fomos a Benguela. Um sitio que eu gosto muito e onde já passei muito bons tempos nos primeiros anos de estadia neste pais. Uma cidade calma, arejada, com uma belissima arquitectura e com um tempo fantástico. Há mitos que dizem que em Benguela não há cacimbo e o que é certo é que raramente vi um dia inteiro nublado naquela terra. Este fim de semana era prolongado e aproveitamos para um passeio alargado e para mostrar a cidade das acácias rubras ao Guilherme. Mostrar ao Guilherme e apanhar ar porque Luanda muitas vezes consegue ser muito claustrofóbica.
Fizemos mais 1200km neste pais. Mais 1200km de África na pele do Guilherme. E como sempre ele fantástico na sua cadeira. Intercalando entre dormir, ver a paisagem, ou o Pocoyo fez as 7horas de viagem de uma forma impecável.
Vimos Benguela, vimos uma "cara da família" (o que soube quase a casa), fizemos boa praia e constatamos a evolução possível duma cidade em pouco mais de dois anos. A ultima vez que tinha ido a Benguela tinha sido em meados de 2011 e a transformação é notória. Ainda que do ponto de vista urbanístico e arquitetônica haja muitos (demasiados até) elementos que tenho de por em causa, a evolução de toda a zona do Lobito e de Benguela é incrível. Vários hotéis novos, imensos restaurantes (e com bom aspecto) e até uma fabulosa padaria, a Artdoce, ao estilo português, onde nos consolamos ao pequeno almoço.
Relembramos um dos mais lindos hotéis deste pais, o Terminus na Restinga e até deu para dar um salto à praia da Baia Azul com as suas límpidas aguas (ainda que em fim de semana prolongado não seja a melhor opção para aproveitar).
Foi bom. Foi muito bom bater kms outra vez. Fazer esta estrada. Parar no Sumbe e tirar a foto da praxe e desta vez a três. Foi bom mostrar mais um pouco de Angola ao Guilherme. Foi um belo fim de semana!
aldeia piscatoria da praia da Caota
peixe a secar
a propósito de segurança ....
Sumbe
Benguela é assim : "Provou e gostou!"
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