A vida vai indo por cá. Numa rotina muito diferente, muito calma e não necessariamente boa. No sábado estivemos numa festa (mexicana por sinal!!) e nessa festa à conversa com um búlgaro que também viveu em Luanda. E claro, as conversas giraram sempre à volta do mesmo. De Angola, de lá, de cá, do que é muito melhor cá, do que fazíamos por lá. E eu dei por mim a pensar, racional e friamente, na dualidade que era ou que ainda é a minha cabeça. Tinha duas vidas, duas casas, dois países. E agora tenho uma casa, um país, uma vida. E parece que esse um, ainda que friamente repito, só possa ser melhor, não completa a falta da outra metade da minha vida. Ou se calhar é só falta da agitação, do corre corre, do cá e lá, do calor e da humidade. Ou se calhar é só cansaço da vida parada de cá. Ou não, não sei. Se calhar gostava mais daquilo do que pensava. Ou se calhar é a velha historia...Só se gosta do que não se tem.
Um dia de cada vez e a dizer à minha criatura que ainda faltam muitossss dias para irmos a Angola
(sim, porque ele pede quase todos os dias para voltar!)
Olá!
ResponderEliminarQuando voltei, apesar de fartinha de lá estar, senti algo parecido. No meu caso, sentia falta das gargalhadas, achei as pessoas cinzentas em Portugal, sem vontade de aparvalhar para relaxar ao fim-de-semana. E esse rir fez-me muita falta, apesar do bom que era estar de regresso.