segunda-feira, 20 de junho de 2016

Coisas que não interessam a ninguém mas que me fazem pensar #2 - Estar grávida na fila




O post de hoje é controverso. Ontem, até lhe chamei “post de queijinho ou de confusão” no fb.
Sei que algumas concordarão comigo, outras acham idiota sequer eu pensar assim.
Ontem, estávamos na fila para comprar bilhetes de cinema, aqui em Luanda. Cinema novo, sitio com qualidade e consequentemente, dezenas de pessoas à espera por algum tempo.
E eis que mesmo quando íamos ser atendidos, os três, surge uma senhora gravida (pouco gravida diga-se a bem da verdade) e passa descaradamente à frente de todos. Quando por nós confrontada, responde naturalmente “estou gravida” e mostra a barriga. Como se a barriga desse direito a tudo.
Pois, na minha opinião, aquela barriga fabulosa, que lá dentro certamente o mais adorado dos filhos, não lhe dá direito a tudo. Ou aliás, dá, mas não deveria dar.
O pai da criança, ou pelo menos, acompanhante da Sra., estava descansadamente cá atrás a ver lojas, enquanto ela, coitadinha, grávida, teve de passar à frente pois não podia estar de pé. 
Ora bolas!!!!!  WTF!!!!

Vamos por partes na escrita. Ponto um: concordo absolutamente com a prioridade. Concordo mesmo a 100%, embora nas trinta e sete semanas de gravidez, muito pouco a tenha usado. Mas sim, concordo. Mas acho que deve ser utilizada em situações do chamado “serviço público, obrigatório”. Acho que devem passar à frente nos hospitais, nas farmácias, nos correios, nos aeroportos, supermercados, padarias etc., nos autocarros. Acho que devem apanhar um táxi primeiro, ou entrar nas casas de banho à frente de qualquer pessoa. Totalmente de acordo!

Agora, “bater perna” no shopping e depois ter prioridade para pagar na Zara?! A sério que a lei portuguesa diz isto?
Uma vez vi uma Sra. grávida, em pleno Mar shopping, a usar da sua fabulosa prioridade para pagar no Macdonalds, e o coitado do rapaz, nem teve coragem de a mandar dar uma grande e maravilhosa curva! Diga-se que a Sra. em questão estava lindamente de sapatos de tacão. Provavelmente aqui era uma situação de desejo incontrolável sob pena do bebe nascer com cara de Big Mac!

Claro está, que como disseram algumas das comentadoras do meu post de ontem no fb, é preciso haver bom senso. Mas não há, minha gente. Lamentavelmente não há mesmo!
E como disse uma grande amiga, é preciso sermos menos egoístas, mais amigos, mais solidários. Concordo! Mas também muito mais respeitadores de quem nos rodeia.

Também houve quem comentasse o meu post com a nova lei portuguesa, que permite a prioridade em todos os serviços. Ainda não tinha tido a oportunidade de a ler e ontem saciei parte da minha curiosidade.
Então a partir de agora, segundo o meu amado país, uma grávida tem prioridade no restaurante, ou até num cabeleireiro. Diz a Sra. Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, que “esta legislação é o exemplo de legislação que seria necessária se conseguíssemos aplicar no nosso dia a dia uma coisa simples que se chama bom senso”. 
Ora ai está Sra Secretaria de Estado. Bom senso é uma coisa que se precisa. Até a fazer leis!

Sendo que agora, com a nova lei portuguesa, toda a minha indignação, vai para a “gaita”! Mas fica a minha opinião registada….

1 comentário:

  1. Sinceramente, eu não acho mal que haja prioridade em todos os serviços. Quantas vezes vejo pessoas a assobiar para o lado em caixas de supermercado prioritárias, ou em autocarros. Para evitar casos destes, prefiro que se proteja a grávida de forma a que esta não esteja sujeita ao bom senso de cada um (ou à falta dele).

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