terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

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2016 entrou com uma queda do Kwanza. Chegamos e a vontade era partir novamente. Numa semana, perdemos quase 20% do ordenado. Ou seja, todas aquelas previsões ou palavreados do último post, seguiram directamente para o meu caixote de lixo pessoal! Passado o último mês, quase que diria que não cumpri nada! Não passei mais tempo com o Guilherme, não cheguei mais cedo a casa e o único exercício que fiz, foram uns belos mergulhos na praia - com o respectivo senta e levanta o rabo da areia!! E quando nós até nos convencemos a aguentar a crise, o dólar, o trabalho, a vida dá-nos uma chapada tão grande, mas tão grande, que nos abala e perdemos o fôlego. Sentimos que é uma grande merda estar longe e que o nosso sitio não pode ser aqui. Queremos muito estar perto e abraçar quem nós é querido e não conseguimos. E desta vez, todas as expressões de "estar perto", "rente ao coração" soam-me a inúteis e vazias. Queríamos mesmo era estar lá. Escrevo no aeroporto de Mpumalanga, África do Sul, já de regresso a Luanda. Tornou-se um (péssimo) hábito só escrever nos voos ou nas salas de embarque. Parece que nunca tenho tempo e ando sempre a correr... Esta mini pausa, deu-me tempo para pensar...

1 comentário:

  1. Olá Pitu. Já te leio à algum tempo, não sei se alguma vez comentei, mas deixo agora o meu testemunho.
    Também eu estive aí em Angola 4anos, em outubro decidimos regressar de vez, pela situação do kwanza, pelo facto do meu coração querer estar perto dos nossos, de estarmos cá a acompanhar a primeira sobrinha, que nasceu em Dezembro, sem dúvida que a nossa vida mudou. Mas a perda na carteira compensa todos os outros ganhos do coração, da calma, da paz.

    Sigam o coração.
    Um grande beijinho.

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